Brasil cresce 9% e é 5º país em planejadores financeiros – mas o que um CFP faz?

Número de profissionais CFP subiu quase 9% e passou de 9 mil; índice de aprovação na prova é de 14%

Maria Luiza Dourado

(Unsplash)

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A quantidade de planejadores financeiros com a certificação CFP (Certified Financial Planner) no Brasil cresceu 8,7% em 2023, uma taxa superior à média global, de 5,1%. É o que mostra o levantamento do FPSB, entidade responsável pelo gerenciamento, desenvolvimento e promoção da marca CFP globalmente.

Com o resultado, o Brasil se mantém com a quinta maior comunidade de profissionais CFP, com 9.379 certificados em dezembro de 2023. No mundo, o número global de profissionais CFP atingiu 223.770.

Os Estados Unidos lideram os mercados de planejadores financeiros certificados globalmente, com uma comunidade de 98.875 profissionais, seguidos da China, com 34.747 certificados, Japão, com 26.092, e Brasil (9.379), segundo o FPSB.

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No ano passado, os dois territórios que deram os maiores saltos em suas comunidades de profissionais CFP, com taxas de crescimento de dois dígitos, foram Tailândia (27,8%) e China (15,1%).

“Estamos satisfeitos em ver que o número de profissionais certificados CFP segue crescendo a cada ano, para atender à crescente demanda por uma consultoria profissional em planejamento financeiro”, disse o CEO do FPSB, Dante De Gori.

O que faz um CFP?

O planejador financeiro desempenha o mesmo papel de avaliar os objetivos de cada cliente e desenvolver estratégias adequadas ao seu perfil, considerando investimentos, gastos e poupança, em planos de curto e longo prazo, seja atuando de forma independente, como um consultor, quanto trabalhando em grupos financeiros, seguradoras e entidades de previdência. Tais funções não diferem do papel do profissional certificado CFP, cujo diferencial é o “selo de qualidade” que a certificação representa.

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Por aqui, o perfil dos profissionais CFP ainda é majoritariamente masculino: 65% contra 35% (feminino); 48% têm entre 30 e 39 anos. A atuação segue focada em alta renda (25%), private banking (19%), varejo (16%) e assessoria de investimentos (12%).

Vale lembrar que a CFP não é uma certificação regulatória, ou seja, não é obrigatória para quem atua como planejador financeiro – ainda que represente um diferencial, já que atesta que o profissional tem conhecimentos mais completos e aprofundados.

Para tirar a certificação é obrigatório:

Na leitura de outubro do ano passado, a última disponibilizada, a taxa de aprovação na prova foi de 14%.

No Brasil, a entidade certificadora afiliada ao FPSB é a Planejar (Associação Brasileira de Planejamento Financeiro).

Maria Luiza Dourado

Repórter de Finanças do InfoMoney. É formada pela Cásper Líbero e possui especialização em Economia pela Fipe - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.