Regulamentação de IA para bancos: Europa está na frente, diz head do Google Cloud

Tendência é que estruturas regulatórias foquem em princípios gerais

Iuri Santos

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Regulamentações sobre o uso de inteligência artificial para instituições financeiras tendem a ter foco em princípios gerais devido às rápidas mudanças promovidas pela tecnologia, avalia o head de soluções globais do Google Cloud (GOGL34), Toby Brown. Para o executivo, a Europa está à frente dos pares globais nesse tema.

“A União Europeia está na vanguarda do ponto de vista regulatório. Eles são os mais avançados, com mais clareza em relação à estrutura regulatória”, disse o executivo em entrevista ao InfoMoney no evento Google Cloud Next 25′, em Las Vegas. “Outros ainda estão trabalhando nisso. É muito difícil, porque o ritmo de mudança da tecnologia é muito rápido.”

Ele acredita que bancos centrais pelo mundo devem chegar a uma abordagem mais baseada em princípios, e cada instituição financeira deverá demonstrar o que está fazendo para aderir a esses princípios. No entanto, “essa não vai ser uma abordagem única. Vai variar”.

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Segundo Brown, bancos centrais ao redor do mundo tem procurado o Google Cloud para parcerias enquanto consumidores ao redor do mundo buscam entender como aplicar IA em seus negócios.

A empresa tem focado seus esforços em recursos de IA generativa para instituições financeiras em três blocos: crescimento, custo e risco. O desafio número um na implementação desses recursos segue sendo a qualidade dos dados.

Nos últimos anos, bancos por todo o mundo têm feito movimentos em direção à migração de seus dados. Em um primeiro momento, muitos deles avaliaram que o melhor caminho seria a migração de todas as suas cargas para a nuvem, mas houve uma mudança de rota mais recentemente para estruturas híbridas ou multicloud.

Em parte, a ascenção da IA generativa pode ter sido um dos motivos, devido à alta demanda computacional envolvendo casos de uso. Acontece que os bancos em geral perceberam que uma infraestrutura distribuída poderia reduzir custos.

“Para a primeira prateleira, as principais instituições financeiras, o estado-alvo em quase todos os casos que posso pensar é multicloud e híbrido”, diz Brown. A empresa já tem se adaptado às mudanças na postura dos clientes. No evento em Las Vegas, por exemplo, a companhia anunciou a possibilidade de implementação da sua inteligência artificial Gemini em servidores locais das companhias.

*O repórter viajou ao evento a convite do Google Cloud.

Iuri Santos

Repórter de inovação e negócios no IM Business, do InfoMoney. Graduado em Jornalismo pela Unesp, já passou também pelo E-Investidor, do Estadão.