Na final da Copa do Mundo, quem perdeu duas vezes foi a Nike

Campeãs e principais estrelas da decisão, como Rodri, Lamine Yamal e Lionel Messi, são patrocinados pela fabricante alemã

Agência O Globo

Messi com a medalha de vice-campeão da Copa 2026 (Foto: IMAGN IMAGES via Reuters/Vincent Carchietta)
Messi com a medalha de vice-campeão da Copa 2026 (Foto: IMAGN IMAGES via Reuters/Vincent Carchietta)

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Na vitória da Espanha sobre a Argentina na final da Copa do Mundo, a Adidas saiu como grande vencedora da competição. A marca é representada pelas duas seleções finalistas e por boa parte dos principais protagonistas do torneio.

Tanto Espanha quanto Argentina utilizam uniformes da fabricante alemã, que também patrocina as maiores estrelas da final. Lionel Messi, principal nome argentino, e Lamine Yamal, um dos destaques da campanha espanhola, integram o portfólio da marca, assim como Rodri, eleito o melhor jogador da Copa.

O cenário foi o oposto para a Nike. A empresa norte-americana viu suas principais apostas serem eliminadas antes da decisão. França e Inglaterra, ambas patrocinadas pela marca, caíram nas semifinais, enquanto Kylian Mbappé — um dos principais rostos da Nike no futebol mundial — ficou fora da disputa pelo título.

A superioridade da Adidas também se refletiu na exposição nas redes sociais. Messi, com mais de 500 milhões de seguidores no Instagram, segue entre os atletas mais influentes do planeta. Lamine Yamal, por sua vez, já se aproxima dos 50 milhões de seguidores e desponta como um dos maiores fenômenos da nova geração.

Entre os jogadores mais populares da Argentina, Julián Álvarez, Emiliano Martínez e Lisandro Martínez também utilizam chuteiras da Adidas. O único integrante do grupo dos cinco mais seguidos da seleção patrocinado pela Nike é Leandro Paredes.

Na Espanha, além de Lamine Yamal, Pedri e Pau Cubarsí também são atletas da Adidas. Já Ferran Torres é patrocinado pela Under Armour, enquanto Marc Cucurella utiliza materiais da Puma.

A vantagem da Adidas já era perceptível antes mesmo do início da Copa. Das 48 seleções participantes do torneio, 14 utilizavam uniformes da fabricante alemã, contra 12 da Nike. A Puma aparecia logo atrás, com 11 equipes, enquanto outras dez marcas dividiam o restante dos contratos.