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RIO DE JANEIRO, 23 Jul (Reuters) – O conselho de administração da Vale decidiu aplicar uma sanção de destituição ao conselheiro Marcelo Gasparino, após uma investigação independente concluir que ele foi responsável pelo vazamento de informações confidenciais relacionadas a uma reunião do colegiado realizada em 19 de junho, afirmou a Vale em fato relevante na noite de quarta-feira.
A remoção definitiva do conselheiro, entretanto, depende de aprovação dos acionistas em assembleia geral, que será convocada assim que os trâmites necessários forem concluídos, segundo a Vale.

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A decisão foi tomada após uma investigação, segundo a qual Marcelo Gasparino foi responsável pelo vazamento de informações sigilosas relacionadas à reunião do conselho realizada no dia 19 de junho
De acordo com a mineradora, a decisão do colegiado foi baseada nas “conclusões da apuração conduzida por escritório externo independente, contratado por deliberação do CA, que confirmou o referido vazamento, que constitui desvio de conduta” nos termos da Política de Gestão de Desvios de Conduta da Vale.
O conselho acompanhou as recomendações do Comitê de Auditoria e Riscos (CARE) e da Diretoria de Auditoria e Conformidade ao adotar a medida, disse a empresa.
Além disso, a Vale informou que o conselho aprovou o afastamento de Gasparino dos dois comitês de assessoramento dos quais participava: o Comitê de Indicação e Governança e o Comitê de Pessoas e Remuneração.
A companhia não detalhou o conteúdo das informações vazadas nem informou quando pretende realizar a assembleia para deliberar sobre a destituição do conselheiro.
Procurado, Gasparino não retornou ao pedido de comentário.
O anúncio ocorreu no mesmo dia em que Gasparino perdeu a disputa pela presidência do conselho da Vale para Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como Ollie, que recebeu quase duas vezes mais votos favoráveis dos acionistas em assembleia geral extraordinária (AGE).
Durante a AGE na véspera, alguns acionistas pediram a palavra para fazer questionamentos relacionados com reportagem do colunista de O Globo Lauro Jardim que publicou uma declaração de Gasparino em reunião do conselho de 19 de junho, no qual ele afirmou que o ex-chairman Daniel Stieler teria informado o colegiado sobre pressões externas na empresa.
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Um trecho das declarações de Gasparino exposto na reportagem de O Globo não estava na ata da reunião do colegiado publicada ao mercado. No trecho publicado, Gasparino teria registrado seu repúdio a denúncias que teriam sido feitas por Stieler e pede ainda apuração do comitê de auditoria.