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A declaração de bens apresentada por Silvia Abravanel ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no valor de R$ 47,5 milhões, acabou trazendo novos elementos sobre a disputa judicial envolvendo a herança deixada por seu pai, o empresário e apresentador Silvio Santos. Candidata a deputada federal pelo PSD em São Paulo, Silvia informou aplicações financeiras, imóveis, participações societárias e investimentos mantidos no exterior.
Entre os principais bens declarados estão uma Letra de Crédito Imobiliário (LCI) de R$ 17,2 milhões no Santander, imóveis avaliados em milhões de reais e R$ 4,7 milhões em ações da Grateful Limited, empresa sediada nas Bahamas. A prestação de contas também inclui um depósito em conta no Citibank de Nova York.
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Mas um dos pontos que mais chamou atenção foi a indicação de dois valores a receber, de cerca de R$ 6,8 milhões e R$ 2,5 milhões. Segundo reportagem do Terra, esses montantes estariam relacionados à parcela de Silvia na herança dos recursos mantidos por Silvio Santos no exterior, cuja liberação segue sendo discutida judicialmente.
A disputa envolve aproximadamente R$ 429 milhões depositados nas Bahamas. A viúva Iris Abravanel e as filhas do apresentador questionam a cobrança do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) exigida pelo governo de São Paulo para liberar os recursos. A família argumenta que não existe regulamentação específica para a tributação de heranças mantidas no exterior, enquanto o estado defende a incidência do imposto.
O embate levou a Justiça paulista a determinar a realização de uma auditoria independente para analisar bens, empresas e contas vinculadas ao espólio de Silvio Santos. A perícia deverá esclarecer a composição e a localização dos ativos que integram a herança, estimada em cerca de R$ 6,4 bilhões, e servir de base para a decisão sobre a cobrança tributária.
Embora a declaração apresentada ao TSE não permita concluir se a partilha foi finalizada, os valores apontados como créditos a receber indicam que parte dos ativos vinculados ao inventário ainda depende do desfecho da disputa judicial. O caso segue em análise no Tribunal de Justiça de São Paulo, enquanto a herança do fundador do SBT continua sendo alvo de questionamentos sobre a tributação de recursos mantidos fora do país.