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A Casas Bahia (BHIA3) deveria trazer a público seu balanço do segundo trimestre de 2026 nesta quinta-feira (13). O que aconteceu, na realidade, foi o adiamento da apresentação dos resultados do 2º trimestre e a divulgação, pelo Valor Econômico, de informações sobre plano de redução de estrutura da companhia, que envolve mais de mil demissões e o fechamento lojas.
A empresa planejou neste mês corte de 30% da base de funcionários, segundo o jornal. No plano, a varejista estaria fechando 298 lojas nesta sexta (14), de um total de pouco mais de mil unidades no Brasil, com base em dados de março —, ou seja, 28,7% de seu total de pontos no país.

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Expectativas são de números fracos após adiamento do resultado do segundo trimestre
Sobre demissões, teriam sido 600 pessoas na quinta-feira e estão planejadas entre 1,3 mil e 1,4 mil nesta sexta, segundo duas fontes ouvidas pelo jornal. Na soma total, isso equivale a 6,7% da base de empregados da varejista. Uma terceira pessoa a par do volume de funcionários presentes na estrutura que será desligada estima que esse número total pode chegar a 3 mil.
Já o balanço deveria ser divulgado na sexta-feira (14) após o fechamento do mercado, mas até às 13h da tarde de sábado (15) ainda não havia sido apresentado.

Segundo a divisão de Relação com Investidores da companhia, a divulgação ainda estava para 14 de agosto, assim como a disponibilização de vídeo com a apresentação de resultados. A teleconferência, formada apenas por perguntas e respostas, seguia marcada para 17 de agosto, às 14h (horário de Brasília).
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Expectativa de analistas para o 2º tri
Sobre os resultados, a XP Investimentos destacou esperar que o Grupo Casas Bahia reporte números fracos no segundo trimestre, com o crescimento permanecendo pressionado (e em desaceleração) em todos os canais.
“Embora as vendas próprias (1P) devam continuar se beneficiando de bases de comparação favoráveis decorrentes das parcerias com marketplaces, o desempenho das lojas físicas (B&M) provavelmente permanecerá fraco, refletindo uma demanda mais fraca, menor penetração de serviços e crédito, e um cenário macroeconômico desafiador”, apontaram os analistas.
Para a XP, esse mix desfavorável deve pesar sobre a rentabilidade, pressionando a margem EBITDA devido à desalavancagem operacional, apesar da disciplina contínua nas despesas de vendas, gerais e administrativas (SG&A).
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Balanço de BHIA3
No último balanço divulgado pela varejista no 1º trimestre de 2026 foi reportado prejuízo de R$ 1,06 bilhão, pressionado por resultado financeiro. Ainda assim, o desempenho operacional demonstrou evolução.
‘Nosso ‘approach’ (estratégia) para o ano é ser mais conservador na concessão de crédito, na tomada de risco, nas compras com fornecedores’, afirmou o presidente-executivo da companhia, Renato Franklin, citando o ambiente macroeconômico desafiador, na época.
As expectativas para o segundo trimestre eram positivas, contando já com receita de Dia das Mães e Copa do Mundo. A perspectiva era de melhora no ambiente macroeconômico, que poderia beneficiar a varejista. Até mesmo a volatilidade esperada com eleições era vista como um fator potencialmente benéfico, com ajuda para a base da pirâmide social. Ainda assim, o executivo se dizia “pé no chão, sem euforia”.
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Na ocasião, as ações da Casas Bahia (BHIA3) tiveram forte desvalorização e fecharam o dia seguinte à divulgação com recuo de 9,31%, cotados a R$ 1,85.