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As crianças precisam tanto de poupanças quanto a geração Y

Pais poderiam gastar mais tempo incentivando os filhos a utilizarem os conceitos financeiros na prática, e não apenas a aprendê-los

Mãe e filha - Bloomberg
(Tomohiro Ohsumi)

(SÃO PAULO) - Aprender o básico de finanças pessoais não é suficiente para garantir seu futuro financeiro, aponta um novo estudo. Em vez disso, abra uma caderneta de poupança, e rápido.

Os membros da geração Y que tiveram experiência com cadernetas de poupança possuem uma maior probabilidade de terem dinheiro à disposição para despesas de emergência do que aqueles que receberam apenas educação financeira. Além disso, eles são menos propensos a confiar em empréstimos caros ou a ter dívidas em excesso, segundo uma pesquisa da Universidade de Kansas. As descobertas sugerem que os pais poderiam gastar mais tempo incentivando os filhos a utilizarem os conceitos financeiros na prática, e não apenas a aprendê-los, diz Terri Friedline, um dos autores do relatório.

“A oportunidade para colocar seu conhecimento em prática tendo um produto financeiro pode ajudar a fazer a diferença em termos de resultados financeiros”, diz Friedline, acrescentando que a pesquisa sugere que crianças de apenas cinco anos podem começar a aprender a economizar. “Elas podem aprender e absorver conceitos financeiros”.

Para a análise, os pesquisadores observaram de que forma aproximadamente 7.000 pessoas com idade entre 18 e 34 anos responderam a uma série de questões financeiras em uma pesquisa de 2012 da Autoridade Reguladora da Indústria Financeira dos EUA. Os pesquisadores distribuíram as pessoas em categorias considerando se elas tiveram aulas de finanças pessoais na faculdade, no Ensino Médio ou no trabalho e se elas viviam em famílias que possuíam caderneta de poupança. Os analistas do estudo também consideraram uma série de fatores que poderiam tornar uma pessoa mais ou menos propensa a ter problemas financeiros, como renda, nível educativo e situação de emprego.

Pessoas com caderneta de poupança e que receberam educação financeira apresentaram uma probabilidade significativamente maior de contar com US$ 2.000 separados para emergências do que aquelas que contavam apenas com educação financeira.

A educação financeira e a experiência prática de economizar também tornaram os jovens menos propensos a assumir uma dívida arriscada, como empréstimos consignados. Apenas 41 por cento das pessoas com educação financeira e poupança usaram esses “serviços financeiros alternativos”, conhecidos por deixarem os consumidores enterrados em uma montanha de dívida insolúvel. Mais da metade das pessoas que tiveram apenas educação financeira usou esses serviços.

De fato, pessoas com cadernetas de poupança que tiveram aulas de finanças eram significativamente menos propensas a dizer que carregavam muita dívida em relação àquelas que possuíam apenas educação financeira.

 

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