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Digital, Exclusive, Signature, Unique ou Private. A classificação do cliente pode variar de acordo com a instituição financeira, mas o fato é que, ao alcançar R$ 1 milhão, o investidor passa a ter acesso a uma série de soluções que podem acelerar o ritmo da construção do patrimônio — e reduzir a chance de “deixar dinheiro na mesa”.
Isso porque, a partir do primeiro milhão, algumas novas conversas se abrem quando o investidor é atendido por uma consultoria ou assessoria de investimentos, observa Saulo Godoy, CEO da Åpen Capital, que atualmente conta com R$ 2 bilhões sob custódia.
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“Oferecemos soluções de internacionalização do patrimônio para dar acesso a outras jurisdições, estratégias, moedas e produtos [mais sofisticados]”, afirma. “Outro ponto importante é que os riscos sucessórios aumentam e, por isso, demandam atenção especial”, alerta Godoy.
Dependendo das necessidades, acrescenta, o investidor precisa tomar decisões mais complexas em termos de banking, crédito, organização patrimonial, seguros e outras soluções. Nesse caso, o auxílio profissional pode fazer diferença, afirmam especialistas.
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“Deixando dinheiro na mesa?”
O pacote de serviços e produtos oferecidos a quem alcança marcas como R$ 1 milhão promete ajudar o investidor a adotar uma gestão patrimonial mais eficiente e a aproveitar oportunidades até então restritas.
“Investidores com patrimônio acima de R$ 1 milhão podem estar deixando dinheiro na mesa ao não contar com um planejamento patrimonial especializado”, reflete Alexandre Folmom, planejador financeiro da Alocc. “Isso não significa necessariamente que seus investimentos estejam ruins, mas que podem existir ineficiências tributárias, riscos desnecessários, custos elevados ou oportunidades de otimização que passam despercebidas”, detalha.

Godoy, da Åpen Capital, segue na mesma linha e afirma que um bom serviço de wealth, por natureza, dedica sua energia a pensar em soluções efetivas para o cliente.
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“Isso é importante, pois há casos em que decisões tributárias fazem mais diferença para uma família do que um produto financeiro que vai render 105% ou 110% do CDI”, exemplifica. “Investimento é somente a primeira camada: necessário, mas não suficiente”, observa.
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Como funciona na prática?
Para investidores com patrimônio acima de R$ 1 milhão, Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, sugere serviços personalizados, com foco em organização patrimonial, eficiência tributária e proteção de longo prazo. A estratégia pode ser dividida em três frentes:
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- Planejamento sucessório e proteção patrimonial: pode incluir a definição da estratégia sucessória, a revisão da estrutura de bens e, em alguns casos, o uso de instrumentos como holdings familiares, sempre com foco em segurança e continuidade patrimonial.
- Gestão de caixa e liquidez eficiente: estruturação de um portfólio que evite recursos parados em conta ou aplicados em produtos pouco adequados ao horizonte financeiro, obrigando o cliente a se desfazer de papéis fora do momento ideal.
- Planejamento de alocação em renda fixa sob medida: distribuição do capital entre Tesouro Selic, CDBs, LCIs, LCAs e fundos de renda fixa, levando em conta liquidez, prazo, risco e objetivos do investidor.

“Conforme o patrimônio cresce e o investidor entra na faixa de alguns milhões de reais, ele normalmente passa a ter uma exposição internacional maior”, lembra Renan Zanella, fundador da Zanella Wealth, consultoria com escritórios em São Paulo, Ribeirão Preto e Porto Alegre. “Nesse momento, entram em cena também discussões sobre wealth planning, além de a participação de um advogado se tornar muito importante”, destaca.
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E para quem ainda não chegou lá?
O objetivo de alcançar o sonhado R$ 1 milhão está mais acessível se houver, desde cedo, uma gestão financeira eficiente e organização por parte do investidor, sinaliza Zanella.
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“No início da construção patrimonial, o mais importante é o quanto a pessoa consegue aportar e poupar. O foco dela precisa estar em aumentar sua capacidade de gerar renda e patrimônio”, aconselha. “Por isso, a carteira tende a ser mais simples. Ela deve dedicar energia à carreira, porque é isso que vai fazer diferença no crescimento do patrimônio”, complementa.
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Hoje, reforça o especialista, existe uma democratização muito grande do acesso aos investimentos. “Com R$ 50 mil já é possível acessar praticamente os mesmos fundos e os mesmos ativos que um investidor com patrimônio maior, muitas vezes com uma diferença muito pequena de taxa”, finaliza.
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