Relatora do orçamento deve manter reajuste do mínimo em R$ 540

Nesta semana, o PDT direcionou esforços para garantir recursos no Orçamento para aumentar o salário mínimo para R$ 580

Publicidade

SÃO PAULO – A relatora do Projeto de Lei do Orçamento da União para 2011, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), confirmou que irá manter o valor do salário mínimo em R$ 540,00.

Nesta semana, o PDT direcionou esforços para garantir recursos no Orçamento para aumentar o salário mínimo para R$ 580.

A informação que circulava em Brasília dava conta de que o partido poderia requerer a verificação de quórum, contagem de deputados e senadores presentes, na sessão para votar o teto de 2011.

Segundo a Agência Senado, o governo teria aceitado enviar uma medida provisória fixando o valor do salário mínimo em R$ 550,00 a partir de janeiro. Segundo informações da Agência Senado, a medida seria possível com uma reserva de recursos estabelecida em emenda parlamentar.

Entretanto, a senadora não quis comentar essa possibilidade.

Morosidade
O impasse envolvendo governo e oposição sobre a aprovação do relatório final do Orçamento de 2011 pode não ter um final ainda neste ano. O embate entre as duas partes envolve os recursos destinados ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Continua depois da publicidade

A votação da matéria será retomada nesta quarta-feira (22), último dia de trabalho do Congresso Nacional este ano, no Plenário. O relatório precisa ser aprovado também no Plenário do Congresso Nacional.

Na terça-feira (21), de acordo com informações da Agência Brasil, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que a presidente Dilma Rousseff não enfrentará problemas orçamentários no início do próximo ano, caso o Congresso Nacional não aprove o Orçamento de 2011.

“Ninguém vai morrer se não for aprovado o Orçamento”, disse o ministro após o encontro com Lula. Ele completou: “A presidente Dilma não vai ter trauma. Vamos poder executar as despesas obrigatórias e os investimentos inscritos, principalmente no PAC 1. Pode haver atraso de dois ou três meses nos investimentos do PAC 2”.