Bancos mudam linhas de financiamento e se adequam a medidas do governo

Algumas instituições já aumentaram valor de imóvel a ser financiado e carência em linhas de material de construção

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SÃO PAULO – Na tentativa de se adequarem às novas medidas anunciadas pelo governo nos últimos dias, bancos alteram regras de seus pacotes de financiamentos, aumentando valor financiado de imóvel e carência em linhas destinadas à compra de material de construção.

O Grupo Santander Brasil, que reúne os bancos Santander e Real, por exemplo, aumentou de R$ 350 mil para R$ 500 mil o teto do valor do imóvel residencial a ser financiado pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação), sendo que o percentual de financiamento permanece o mesmo, ou seja, 80% do valor do bem.

A alteração vale tanto para os planos com parcelas fixas quanto para os de parcelas atualizáveis e atinge, também, o valor máximo do imóvel na utilização do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pelos clientes.

Material de Construção

No mesmo sentido, o Banco do Brasil promoveu ajustes em sua linha de financiamento para material de construção, que passa a ter 180 dias de carência para o pagamento da primeira parcela.

Além disso, o banco pretende remunerar os estabelecimentos que formalizarem convênio com a instituição, de forma a compensar total ou parcialmente os gastos da empresa com aluguel de maquinetas ou taxas de administração cobradas pela operadora de cartão.

Já a Caixa Econômica Federal, antes mesmo que o governo anunciasse as medidas que compõem o pacote habitacional, alterou as regras de compra de material de construção por meio do cartão de débito Construcard FGTS.

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Entre as mudanças, a entidade tornou dispensável a garantia de fiança e ampliou, de 96 para 120 meses, o prazo de amortização da linha.