Comissão da Câmara aprova ampliação da tarifa social de energia

Segundo o texto, o limite de renda para conceder o benefício passa de R$ 140 per capita para R$ 232,50 per capita

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SÃO PAULO – A Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (14) texto que amplia a tarifa social de energia. A comissão especial criada para analisar a medida acatou o parecer do relator do Projeto de Lei 1.946/99, deputado Carlos Zarattini.

Segundo o texto, que já passou pelo Senado, fica mantido o limite de renda proposto pelos senadores para conceder o benefício. A renda familiar para ter direito à tarifa social será de R$ 232,50 per capita, valor maior que os R$ 140 per capita exigidos hoje.

Sem prejuízos

De acordo com Zarattini, ampliar a tarifa para famílias de baixa renda não encarece a conta de luz para outras famílias. Os recursos para subsidiar os gastos sairão da CDE (Contribuição de Desenvolvimento Energético), como já é feito hoje.

“A CDE é um encargo que já existe”, ressaltou Zarattini, de acordo com a Agência Câmara. “Nós estamos aproveitando esse encargo que não vai encarecer a conta de luz para outras famílias”, acredita.

Idosos também serão beneficiados

Idosos com idade acima de 70 anos de idade e deficientes cuja renda familiar seja inferior a um quarto do salário mínimo também serão beneficiados pela ampliação do benefício.

Além deles, também foi mantida a proposta de subsidiar parte da energia utilizada por indígenas e quilombolas inscritos no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal).

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De acordo com Zarattini, 22,7% das famílias brasileiras serão beneficiadas com a inclusão dos indígenas e quilombolas. Desse total, 40% são de famílias do Nordeste e 32%, do Norte.

Descontos

De acordo com o texto, serão concedidos os seguintes descontos:

Ainda segundo o texto, as contas dos consumidores que estão inseridos no programa de tarifa social terão redução a zero das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins.