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SÃO PAULO – As classes média e de renda mais baixa estão no foco das construtoras. Um número crescente de imóveis tem sido lançado para atender à demanda cada vez maior destas faixas de renda, oferecendo empreendimentos com valores inferiores a R$ 100 mil. O setor tem crescido principalmente em função das crescentes facilidades de acesso ao crédito para financiamento a esses mutuários.
Econômicos
A construtora e incorporadora Rossi, no ano de 2008, prevê 30% de seus lançamentos voltados para o segmento econômico, e em 2009, planeja lançar empreendimentos no segmento super econômico, com unidades de valor inferior a R$ 90 mil.
Outra empresa com crescimento no segmento de econômicos e super-econômicos é a Cyrela. Os lançamentos para esse setor somam 3.437 unidades, das quais 62,8% já foram vendidas. Estes segmentos representam 21,3% do valor potencial de vendas da companhia no segundo trimestre de 2008.
Entretanto, o principal foco de atuação da empresa continua nos segmentos luxo, médio-alto e médio padrões, que respondem por 77% das vendas contratadas no segundo trimestre do ano.
Venda especializada
A Fit, linha da Gafisa especializada em imóveis dos segmentos para baixa renda, lançou oito empreendimentos no segundo trimestre do ano, seis deles em junho. As vendas atingiram um valor 50% maior do que o estimado para o setor em todo o trimestre.
Atualmente, a linha para baixa renda da Gafisa totaliza 18 empreendimentos em andamento, presentes em 13 cidades brasileiras.
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A Tenda, companhia do setor imobiliário residencial com foco exclusivo na baixa renda (de 3 a 10 salários mínimos), concentra seus lançamentos em unidades na faixa de R$ 80 mil, em linha com o crescimento planejado, para capturar a potencial expansão do segmento de baixa renda.
O número de projetos financiados pela Caixa Econômica Federal tem sido um diferencial nos lançamentos da empresa. De 87 projetos submetidos ao banco federal, 73 já foram aprovados, o que representa mais de 14 mil unidades financiadas.
Para a classe média
A Tecnisa, outra companhia do mercado imobiliário, embora não esteja focada em empreendimentos para baixa renda, vem mostrando redução no tíquete médio nos últimos dois anos. No primeiro trimestre do ano, conforme afirmou em entrevista à InfoMoney o diretor de Relações com Investidores da companhia, Leonardo Paranaguá, o tíquete foi mais alto, devido a empreendimentos de maior valor que foram lançados.
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Paranaguá afirma que a empresa vem se planejando para atender ao segmento nessa faixa, mas que não descerá para empreendimentos com valor abaixo de R$ 100 mil a unidade, os quais, segundo ele, estão “fora de cogitação hoje”.