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O JPMorgan elevou o preço-alvo da Ser Educacional (SEER3) de R$ 20,50 para R$ 23 e reiterou a recomendação de overweight (acima da média do mercado, equivalente à compra) para a ação. A revisão reflete principalmente a expectativa de menor alavancagem no longo prazo.
Por volta das 11h20, as ações da companhia subiam 4,50%, cotadas a R$ 12,68.
Após os resultados do segundo trimestre de 2026, o banco fez ajustes limitados nas estimativas. A projeção de receita foi reduzida em 0,6% para 2026 e 3% para 2027, enquanto a estimativa de lucro antes de impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado subiu 0,3% neste ano e caiu 2,6% no próximo. Já a projeção de lucro ajustado aumentou 4,3% para 2026 e recuou 1,6% para 2027.

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O JPMorgan destaca ainda o elevado potencial de geração de caixa da companhia. O FCF yield (rendimento do fluxo de caixa livre) projetado para 2027 é de 16%, atrás apenas da Yduqs, com 25%. A expectativa é que a Ser priorize a redução da dívida antes de aumentar a distribuição de dividendos.
Outro potencial catalisador são as vagas de medicina. O banco estima que a Ser possa conquistar 60 novas vagas em Olinda (PE), após decisão sobre um processo judicial ainda pendente. Se aprovadas, elas aumentariam em cerca de 6% a capacidade médica da companhia e poderiam acrescentar R$ 0,85 por ação ao preço-alvo, cerca de 7%.
O JPMorgan também vê pouco apetite da Ser para novas aquisições, reforçando a expectativa de foco em desalavancagem e, posteriormente, no pagamento de dividendos.