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SLCE3 x HAPV3: até onde podem ir a melhor e a pior ação de agosto?

SLC Agrícola subiu 20,10% no mês, enquanto Hapvida caiu 41,40%; gráficos mostram os próximos níveis no radar

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SLC Agrícola (SLCE3) e Hapvida (HAPV3) terminaram agosto em extremos opostos do Ibovespa. Enquanto a SLC Agrícola liderou as altas do índice, com avanço de 20,10%, a Hapvida registrou o pior desempenho do mês, com queda de 41,40%. A diferença entre as duas performances chegou a 61,50 pontos percentuais.

O contraste também se mantém no acumulado de 2026. A SLC Agrícola sobe 12,64% no ano, enquanto a Hapvida acumula perdas de 55,13%.

Na última sessão de agosto, porém, os dois papéis avançaram. A SLC Agrícola ganhou 1,52%, para R$ 16,01, enquanto a Hapvida subiu 1,69%, para R$ 6,60. A reação conjunta não elimina, contudo, a forte diferença entre as configurações técnicas das duas ações.

A SLC Agrícola mantém uma estrutura predominantemente compradora e negocia acima das principais médias móveis, embora o Índice de Força Relativa (IFR) indique um movimento mais esticado. A Hapvida, por outro lado, permanece em tendência de baixa e próxima da mínima histórica, ainda que o IFR perto da região de sobrevenda abra espaço para eventuais repiques técnicos.

SLC Agrícola (SLCE3): alta segue, mas IFR indica ação esticada

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

No gráfico diário, observo que a SLC Agrícola mantém uma configuração positiva no curto prazo, negociando acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Essa posição reforça o domínio recente do fluxo comprador e mantém aberta a possibilidade de continuidade das altas.

Depois da forte valorização registrada em agosto, o papel passou por uma acomodação próxima das médias e voltou a reagir. O movimento preservou a estrutura compradora, mas deixou SLCE3 diante da resistência imediata de R$ 16,32.

A superação dessa região será importante para confirmar uma nova etapa da alta. Acima de R$ 16,32, acompanho como próximos objetivos R$ 17,92 e, posteriormente, a máxima histórica de R$ 19,48.

Apesar da configuração favorável, o IFR (14), em 71,57 pontos, está em região de sobrecompra. Essa leitura mostra que o movimento comprador ganhou intensidade e que a ação está tecnicamente esticada.

O IFR acima de 70 não determina, isoladamente, uma reversão ou queda imediata. Ainda assim, aumenta a atenção para possíveis realizações de lucros, movimentos laterais ou correções antes de uma eventual retomada das altas.

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No sentido contrário, a região formada pelas médias e pelos suportes entre R$ 15,40 e R$ 14,25 será importante para a manutenção da estrutura atual. Enquanto o papel permanecer acima desse intervalo, o viés de curto prazo seguirá favorável aos compradores.

A perda dessa faixa enfraqueceria a configuração atual e poderia ampliar o movimento corretivo em direção a R$ 13,00/R$ 12,58. Mais abaixo, o próximo alvo estaria em R$ 11,78.

Por ora, portanto, a tendência permanece positiva. Para manter o fluxo comprador, SLCE3 precisa sustentar as médias e superar R$ 16,32. Ao mesmo tempo, o IFR em sobrecompra recomenda atenção à possibilidade de correções antes de novos avanços.

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Suportes: R$ 15,40/R$ 14,25; R$ 13,00/R$ 12,58; R$ 11,78.

Resistências: R$ 16,32; R$ 17,92; R$ 19,48.

Confira nossas análises:

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Hapvida (HAPV3): mínima histórica segue como principal suporte

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

No gráfico diário, observo que a Hapvida continua pressionada no curto prazo. HAPV3 negocia abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, mantendo uma estrutura predominantemente baixista após a forte aceleração das perdas registrada em agosto.

Nas últimas sessões, a ação passou a apresentar uma acomodação próxima das mínimas. Esse comportamento pode indicar uma redução momentânea da pressão vendedora e favorecer tentativas de recuperação, mas ainda não configura uma reversão da tendência principal.

O IFR (14), em 32,37 pontos, está próximo da região de sobrevenda. A leitura reforça que o movimento vendedor foi intenso e pode abrir espaço para repiques técnicos ou uma lateralização dos preços.

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A proximidade da sobrevenda, porém, não impede a formação de novas mínimas. Para que o quadro técnico comece a melhorar, a reação precisará ser confirmada pelo rompimento das primeiras resistências e pela retomada das médias móveis.

Inicialmente, acompanho as regiões de R$ 6,75 e R$ 7,81. A superação desses níveis reduziria parte da pressão vendedora e poderia abrir espaço para uma recuperação em direção a R$ 8,14 e R$ 9,48.

Em um movimento mais amplo de retomada, o próximo objetivo estaria em R$ 12,10. Enquanto HAPV3 permanecer abaixo de R$ 6,75/R$ 7,81 e das médias, porém, eventuais altas ainda devem ser interpretadas como repiques dentro de uma estrutura baixista.

No sentido contrário, a mínima histórica de R$ 6,01 representa o suporte mais importante do gráfico. A perda dessa região reforçaria o domínio vendedor e deixaria a ação sem uma referência histórica de suporte imediatamente abaixo.

Caso esse rompimento ocorra, acompanho como próximos alvos a faixa de R$ 5,86/R$ 5,42 e, posteriormente, a região entre R$ 5,40 e R$ 4,47.

Por enquanto, o cenário permanece baixista. O IFR próximo da sobrevenda e a acomodação recente aumentam a possibilidade de repiques, mas uma recuperação mais consistente dependerá da superação de R$ 6,75/R$ 7,81. A perda de R$ 6,01, por outro lado, poderá acelerar novamente as baixas.

Suportes: R$ 6,01; R$ 5,86/R$ 5,42; R$ 5,40/R$ 4,47.

Resistências: R$ 6,75/R$ 7,81; R$ 8,14; R$ 9,48; R$ 12,10.

Maior alta pode corrigir; maior baixa ainda precisa confirmar reação

Na comparação entre os dois gráficos, a SLC Agrícola inicia setembro com a tendência a seu favor, mas tecnicamente esticada. O rompimento de R$ 16,32 poderá renovar o movimento comprador, enquanto a perda de R$ 15,40/R$ 14,25 aumentaria o risco de correção.

A Hapvida apresenta a situação inversa. A ação está próxima da sobrevenda e pode registrar repiques, mas ainda não confirmou uma mudança de tendência. Para melhorar a configuração, HAPV3 precisa superar R$ 6,75/R$ 7,81. Abaixo de R$ 6,01, o risco de novas mínimas permanecerá elevado.

Assim, o fato de a maior alta de agosto estar sobrecomprada e a maior queda próxima da sobrevenda não significa que os movimentos serão automaticamente revertidos. Enquanto os principais níveis não forem rompidos, o gráfico continua favorecendo o fluxo comprador na SLC Agrícola e mantendo a pressão vendedora sobre a Hapvida.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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Rodrigo Paz
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