Vale estuda extrair terras raras e ouro de rejeitos, diz executivo

Iniciativa busca ampliar o aproveitamento de resíduos e avançar na estratégia de ‌circularidade da companhia,

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BELO HORIZONTE, 26 ⁠Ago (Reuters) – A Vale (VALE3) está estudando a possibilidade ⁠de recuperar terras raras, ouro e outros minerais a ‌partir de rejeitos de mineração, em uma iniciativa que busca ampliar o aproveitamento de resíduos e avançar na estratégia de ‌circularidade da companhia, afirmou o vice-presidente executivo técnico da mineradora, Rafael Bittar, nesta quarta-feira.

A companhia já realiza o reaproveitamento de rejeitos para produção de minério de ferro e agora avalia o potencial econômico de outros materiais presentes nesses depósitos.

‘A gente tem ⁠feito ‌estudos e pesquisas… no Brasil e fora, buscando outros elementos, estudando ⁠terras raras, ouro, outros elementos que porventura possam gerar valor nos rejeitos’, disse Bittar, a jornalistas.

A busca por terras raras ocorre em meio ao crescente interesse global por esses minerais utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos ​eletrônicos e tecnologias de defesa.

Bittar afirmou que os estudos ainda estão em estágio inicial e que a empresa não ​identificou até o momento projetos com viabilidade econômica comprovada. Ainda assim, ressaltou que os resultados preliminares têm sido animadores.

‘A gente está cautelosamente otimista com os resultados que a gente já tem tido até o momento’, afirmou.

A Vale também avalia ‌oportunidades para recuperar minério de ferro de ​rejeitos gerados pela mineração de cobre. Segundo o executivo, a companhia possui um estudo ‘bem avançado’ para produzir minério de ferro a partir dos rejeitos da ⁠mina de Salobo, ​no Pará, um ​dos principais ativos de cobre da empresa.

‘A gente vem avançando no projeto de engenharia ⁠para fazer isso, mas ainda ​está em um estágio inicial’, disse.

De acordo com Bittar, a estratégia faz parte da meta da mineradora de reduzir a geração de ​resíduos e ampliar o aproveitamento de materiais já extraídos.

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‘A ideia da mineração do futuro é que a gente ​tenha uma mineração ⁠com cada vez menos rejeitos e desenvolva coprodutos e extraia outros minerais a partir ⁠dos rejeitos’, afirmou.

No ano passado, a Vale produziu mais de 20 milhões de toneladas de minério de ferro a partir de resíduos de mineração, volume que deve se repetir em 2026, segundo o executivo.