Embraer (EMBJ3): BBI vê oportunidade bilionária na Índia e eleva preço-alvo

Força Aérea Indiana abriu uma concorrência para a aquisição de 60 aeronaves de transporte médio

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A Força Aérea Indiana abriu uma concorrência estimada em aproximadamente US$ 10 bilhões para a aquisição de 60 aeronaves de transporte médio, incluindo a implantação de uma linha de montagem final e instalações locais de manutenção, reparo e operações.

Embora não haja um favorito claro, o Bradesco BBI vê a Embraer bem posicionada na disputa com o C-390 Millennium, embora ainda existam desafios relevantes para a companhia.

Às 11h50, as ações da fabricante de aeronaves subiam 1,39%, cotadas a R$ 97,68.

O C-390, desenvolvido pela Embraer, tem capacidade de carga de 26 toneladas, próxima ao limite superior da faixa de 18 a 30 toneladas prevista na concorrência, além de maior velocidade, eficiência operacional e flexibilidade para incorporar conteúdo local. O modelo será oferecido em parceria com a indiana Mahindra.

A disputa deve envolver ainda o C-130J Hercules, da Lockheed Martin, em parceria com a Tata, e o A400M, da Airbus, que ainda não anunciou um parceiro local. Para o BBI, a Embraer terá como principais desafios a construção da estrutura de montagem e manutenção na Índia e a demonstração do desempenho do C-390 em pistas de elevada altitude no norte do país.

Caso a Embraer conquiste o pedido integral de 60 unidades, o BBI projeta uma adição de aproximadamente R$ 5 bilhões em valor presente líquido (VPL), ou cerca de 8% sobre a cotação de referência.

O contrato também poderia ampliar a carteira consolidada de pedidos da companhia em aproximadamente 29%. “Tratamos essa oportunidade como uma opcionalidade positiva e ainda não a incorporamos às estimativas, diante das incertezas naturais do processo competitivo”, destaca o banco.

O Bradesco BBI reiterou recomendação de compra para Embraer e elevou o preço-alvo de R$ 110 para R$ 126,00 por ação ao fim de 2027, após incorporar os resultados do 2T26, o novo guidance para 2026 e premissas mais favoráveis para entregas de aeronaves comerciais e crescimento da divisão de Defesa.

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Felipe Moreira
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