Publicidade
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o salário de um magistrado proporciona uma “condição média” de vida, ainda que “muito acima” do restante dos brasileiros.
“Um ministro do tribunal, um juiz em geral, ele não pode ter a pretensão de ficar rico. O salário, ainda que seja um bom salário, não te dá condições de ter uma vida sem preocupações financeiras. A gente tem que controlar a despesa no dia a dia”, afirmou Mendonça.

Quem desistiu da reeleição ao Senado em 2026? Veja quem deixará as cadeiras
Dos 54 parlamentares que ocupam cadeiras em disputa, 13 não concorrem neste ano e nove escolheram outros cargos ou vagas de suplente

PT lança vaquinha para financiar campanha de Lula à reeleição
Plataforma aceita doações entre R$ 13 e R$ 1.064; petista já usou financiamento coletivo nas campanhas de 2018 e 2022
Apesar de não proporcionar uma “vida nababesca”, como descreveu o ministro, os magistrados são uma classe privilegiada. “Mas não é uma classe que não tem que se preocupar com as contas no fim do mês”, disse.
A declaração foi feita durante o 5º Seminário da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), realizado na última sexta-feira, 21, na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Segundo o Portal da Transparência do STF, os rendimentos líquidos recebidos por André Mendonça entre janeiro e julho deste ano variaram de R$ 18.881,92 (abril e maio) a R$ 43.028,21 (janeiro), somando R$ 182.029,10 no período. A média mensal de R$ 26.004,16.
Conforme noticiou o Estadão, no mesmo evento, o ministro falou sobre as dificuldades do trabalho na Corte. Os dois primeiros anos no STF, disse, “foram períodos de muita infelicidade”. Hoje, ele vive “muito mais o ônus e a responsabilidade do que qualquer outra coisa”.
André Mendonça é ministro do STF desde dezembro de 2021 por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele é relator das duas investigações mais sensíveis em curso na Polícia Federal: a que apura as fraudes envolvendo o Banco Master e a que investiga o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.