PT lança vaquinha para financiar campanha de Lula à reeleição

Plataforma aceita doações entre R$ 13 e R$ 1.064; petista já usou financiamento coletivo nas campanhas de 2018 e 2022

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O PT começou nesta terça-feira (25) uma campanha para arrecadar doações de pessoas físicas para a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. Militantes receberam uma convocação para contribuir com uma vaquinha virtual criada para financiar a campanha presidencial.

A plataforma permite contribuições entre R$ 13 e R$ 1.064. O partido divulga individualmente os nomes e valores dos doadores, mas ainda não apresenta um total consolidado da arrecadação.

Pelas contribuições disponíveis na página, é possível identificar ao menos cinco doações no valor máximo. Com isso, Lula já arrecadou em cerca de 24 horas mais do que alguns adversários que abriram o financiamento coletivo anteriormente, como Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

O valor completo deverá constar nas prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral.

O financiamento coletivo é permitido nas eleições brasileiras desde 2018, após ter sido incluído na legislação eleitoral em 2017. As doações precisam ser feitas por pessoas físicas e passam pelas regras de identificação e prestação de contas definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula já utilizou esse modelo em outras campanhas. Em 2018, quando teve seu registro à Presidência posteriormente rejeitado pelo TSE, arrecadou cerca de R$ 1,5 milhão. Quatro anos depois, na campanha que o levou novamente ao Palácio do Planalto, a arrecadação coletiva chegou a aproximadamente R$ 6,8 milhões.

Fundo Eleitoral bilionário

O pedido de contribuições ocorre em uma eleição que terá cerca de R$ 4,9 bilhões disponíveis no Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Do total, o PT recebeu aproximadamente R$ 615 milhões para financiar candidatos em todo o país.

É a segunda maior parcela entre os partidos, atrás apenas do PL. O tamanho das fatias considera, entre outros critérios, a representação das legendas no Congresso.

O montante não pertence exclusivamente à campanha presidencial. A direção partidária precisa dividir os recursos entre candidatos a presidente, governador, senador e deputado.

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Marina Verenicz
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