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Os influenciadores digitais são vistos pela ampla maioria dos brasileiros como atores relevantes na disputa eleitoral de 2026. Levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgado nesta quinta-feira (6), indica que 88,3% dos entrevistados acreditam que esse grupo exercerá algum grau de influência sobre o voto dos eleitores.
Apesar dessa percepção, a pesquisa aponta um contraste. Quando perguntados sobre a própria experiência, a maior parte dos entrevistados afirma nunca ter alterado suas opiniões políticas em razão de conteúdos produzidos por influenciadores.
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Segundo o levantamento, 44,6% avaliam que os criadores de conteúdo terão “alguma influência” sobre o resultado das eleições, enquanto 26,8% acreditam que esse impacto será “muito grande”. Outros 9,1% enxergam uma influência pequena. Apenas 9,1% disseram que os influenciadores não terão qualquer efeito sobre a escolha dos eleitores.
Experiência pessoal
O estudo também procurou medir se esse impacto já ocorreu na prática. A maioria dos entrevistados, 72,3%, respondeu que nunca mudou de opinião sobre um tema político por causa de conteúdos publicados por influenciadores digitais.
Em contrapartida, 15,2% afirmaram ter revisto suas posições mais de uma vez após consumir esse tipo de conteúdo. Outros 13% disseram ter mudado de opinião ao menos uma vez.
O resultado sugere uma diferença entre a percepção sobre o comportamento do eleitorado em geral e a avaliação que cada entrevistado faz da própria decisão política.

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Espaço na campanha
O levantamento é divulgado às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, período em que candidatos tendem a ampliar investimentos em plataformas digitais e parcerias com criadores de conteúdo.
Nas eleições de 2026, as redes sociais devem voltar a ocupar papel central na comunicação das campanhas, seja por meio de perfis oficiais, influenciadores alinhados a candidatos ou conteúdos compartilhados pelos próprios eleitores.
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A AtlasIntel ouviu 5.021 pessoas entre os dias 22 e 27 de julho em todo o país. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026 e foi custeado com recursos próprios da AtlasIntel, ao custo de R$ 80 mil.