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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não será preso caso viaje a Nova York para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), prevista para setembro.
A declaração foi feita após o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, dizer que avalia se existe respaldo jurídico para cumprir o mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).
Em publicação na Truth Social, Trump descartou qualquer possibilidade de detenção do aliado israelense em território americano.
“Benjamin Netanyahu não será preso, de forma alguma, enquanto estiver nos Estados Unidos da América”, escreveu.
O presidente também saiu em defesa de Netanyahu ao afirmar que o premiê lidera o combate ao regime iraniano. Na mesma publicação, acusou o Irã de ter reprimido violentamente manifestações populares e responsabilizou o país por ataques contra militares e cidadãos americanos ao longo das últimas décadas.
“Os únicos que deveriam ser presos são aqueles que levaram o Irã a esta espiral sem precedentes de morte e destruição”, afirmou Trump, acrescentando que governos anteriores dos Estados Unidos deveriam ter enfrentado o regime iraniano anos antes.
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Declaração de prefeito abriu debate
A manifestação de Trump ocorreu depois de entrevista concedida por Zohran Mamdani ao The New York Times, publicada no sábado (18). Nela, o prefeito afirmou que considera que Netanyahu “deveria estar em Haia”, sede do Tribunal Penal Internacional.
Mamdani disse que pretende consultar o Departamento Jurídico da cidade para verificar se a administração municipal teria autoridade para determinar que o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) execute o mandado de prisão.
Ao mesmo tempo, ressaltou que respeitará os limites da legislação e que não pretende alterar normas municipais para viabilizar uma eventual detenção.
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O debate gira em torno da ordem de prisão emitida pelo Tribunal Penal Internacional em 21 de novembro de 2024. A Corte investiga Netanyahu por suspeitas de crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados à ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza.
Os Estados Unidos, entretanto, não são signatários do Estatuto de Roma, tratado que criou o TPI. Por isso, o país não está juridicamente obrigado a cumprir mandados expedidos pelo tribunal.
Netanyahu já afirmou anteriormente que não teme ser preso durante viagens internacionais. Seu gabinete reagiu às declarações de Mamdani criticando o prefeito e dizendo que ele deveria concentrar esforços em “reparar os danos” causados por sua gestão em Nova York.
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