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Com petróleo em alta, até onde podem ir as ações de Petrobras, PRIO e PetroReconcavo?

Avanço do petróleo melhora o cenário para as petroleiras, mas os papéis ainda enfrentam resistências importantes; veja suportes, alvos e pontos de atenção

Rodrigo Paz

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A nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã voltou a colocar o petróleo e as ações de petroleiras no centro das atenções do mercado. Diante desse cenário, a cotação do Brent fechou, na véspera, com alta de 5,2%, a US$ 78,02, mas na sessão desta quinta-feira (9) opera com alta mais comedida, de 0,7%, a US$ 78,61.

Para os investidores de ações de companhias petrolíferas, o principal ponto de atenção segue sendo um possível fechamento do estreito de Ormuz. Enquanto os EUA dizem que a nova onda de ataques acabou, o Irã diz que fluxo na região será normalizado apenas quando as condições definidas pelo regime sejam atendidas.

Analistas ouvidos pelo InfoMoney apontam que uma ameaça concreta ao fluxo de petróleo pela região poderia levar o Brent à faixa de US$ 80 a US$ 90. Em um cenário mais severo, envolvendo bloqueios, restrições à navegação ou ataques à infraestrutura petrolífera, o barril poderia alcançar valores entre US$ 90 e US$ 100.

A valorização da commodity tende a melhorar a percepção sobre empresas produtoras e exportadoras, embora o desempenho das ações também dependa de fatores como produção, custos, endividamento e condições específicas de cada companhia. Além disso, os gráficos mostram que os papéis ainda precisam superar regiões técnicas importantes para confirmar movimentos mais consistentes de alta.

Diante desse cenário, a análise técnica de Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3) mostra os principais níveis de suporte, resistência e tendência que devem orientar o comportamento das ações nos próximos pregões.

Petrobras (PETR4): alta recente recoloca ação acima das médias, mas tendência ainda inspira cautela

A Petrobras (PETR4) acumula alta de 32,03% em 2026 e encerrou a última sessão cotada a R$ 39,65, com valorização de 3,15%. O forte movimento comprador observado no último pregão permitiu que o papel voltasse a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, um sinal positivo para o curto prazo, embora ainda insuficiente para confirmar uma reversão da tendência de baixa predominante nas últimas semanas.

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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração Rodrigo Paz

Pelo gráfico diário, observo que a ação tenta reagir após encontrar suporte na região de R$ 37,40, formando um repique que recolocou as cotações acima das médias curtas. Apesar dessa melhora, o ativo ainda negocia abaixo de importantes zonas de resistência formadas durante a correção iniciada após a máxima histórica de R$ 49,39. Assim, será importante acompanhar se a recente recuperação terá continuidade ou se representará apenas um movimento técnico antes da retomada da pressão vendedora.

Para que o cenário comprador ganhe força, considero essencial o rompimento da região de R$ 39,92, seguido da resistência em R$ 42,15. Caso esse movimento seja confirmado, a ação poderá abrir espaço para buscar R$ 45,81 e, posteriormente, voltar a testar a máxima histórica em R$ 49,39.

Por outro lado, caso perca novamente as médias móveis e rompa a faixa de suporte entre R$ 37,40 e R$ 35,50, a tendência de baixa poderá ganhar novo impulso, aumentando a probabilidade de movimentos em direção aos suportes de R$ 34,14, R$ 31,70 e R$ 28,75.

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Suportes: R$ 37,40, R$ 35,50, R$ 34,14, R$ 31,70 e R$ 28,75.

Resistências: R$ 39,92, R$ 42,15, R$ 45,81 e R$ 49,39 (máxima histórica).

PRIO (PRIO3): reação ganha força após suporte, mas papel ainda precisa confirmar reversão

A PRIO (PRIO3) acumula alta de 36,21% em 2026 e encerrou a última sessão cotada a R$ 56,42, com leve avanço de 0,34%. Após semanas de pressão vendedora, a ação encontrou suporte na região de R$ 51,60 e iniciou um movimento de recuperação que a recolocou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando uma melhora no comportamento de curto prazo.

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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração Rodrigo Paz

Pelo gráfico diário, observo que o papel tenta construir um repique após defender um importante nível de suporte, interrompendo temporariamente a sequência de baixas iniciada depois da máxima histórica de R$ 72,98. A recuperação recente é positiva, mas ainda precisa ser confirmada pelo rompimento de resistências relevantes para afastar o risco de retomada do movimento corretivo. Enquanto isso não acontece, o cenário segue de cautela, apesar da melhora técnica observada nos últimos pregões.

Para que o fluxo comprador ganhe tração, considero importante a superação da resistência em R$ 57,69, seguida da região de R$ 60,80, patamar que anteriormente atuou como suporte e agora representa uma resistência importante. Se conseguir romper essas faixas, a ação poderá buscar R$ 64,34, R$ 70,80 e, posteriormente, voltar a testar a máxima histórica em R$ 72,98.

Por outro lado, caso perca novamente as médias móveis e rompa os suportes em R$ 51,60 e R$ 48,67, o movimento de baixa poderá ganhar força, abrindo espaço para quedas em direção a R$ 45,65, R$ 42,75 e R$ 40,19.

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Suportes: R$ 51,60, R$ 48,67, R$ 45,65, R$ 42,75 e R$ 40,19.

Resistências: R$ 57,69, R$ 60,80, R$ 64,34, R$ 70,80 e R$ 72,98 (máxima histórica).

Confira nossas análises:

PetroRecôncavo (RECV3): forte reação recoloca papel acima das médias, mas tendência ainda segue de baixa

A PetroRecôncavo (RECV3) acumula alta de 1,50% em 2026 e encerrou a última sessão cotada a R$ 10,15, com valorização de 6,04%. O forte avanço observado no último pregão permitiu que a ação voltasse a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando uma melhora no comportamento de curto prazo após uma sequência de fortes quedas.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração Rodrigo Paz

Pelo gráfico diário, observo que o papel tenta reagir depois de renovar mínimas recentes na região de R$ 9,47, encontrando suporte e iniciando um movimento de recuperação. Apesar dessa reação, a estrutura técnica ainda permanece baixista, uma vez que a ação segue distante das principais resistências formadas durante o processo de correção iniciado após a máxima na região de R$ 14,29. Assim, será importante acompanhar se o movimento recente terá continuidade ou se representará apenas um repique dentro da tendência principal de baixa.

Para que o fluxo comprador ganhe força, considero importante o rompimento da resistência em R$ 10,21, seguido da média de 200 períodos, localizada próxima de R$ 11,15. Se superar essas regiões, o ativo poderá abrir espaço para buscar R$ 11,46, R$ 12,55, R$ 13,49 e, posteriormente, R$ 14,29.

Em contrapartida, caso volte a negociar abaixo das médias móveis e rompa os suportes em R$ 9,84 e R$ 9,47, o movimento de baixa poderá ser retomado, abrindo caminho para testar R$ 9,21 e a mínima histórica em R$ 8,94.

Suportes: R$ 9,84, R$ 9,47, R$ 9,21 e R$ 8,94 (mínima histórica).

Resistências: R$ 10,21, R$ 11,15, R$ 11,46, R$ 12,55, R$ 13,49 e R$ 14,29.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)

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