Não seremos tratados como moleques, diz Lula após decisão dos EUA sobre PCC e CV

Não aceitamos ser tratados como moleques, diz Lula em resposta à decisão dos EUA sobre PCC e CV

Reuters

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio de Investimentos da Petrobras em Pedra Branca, Laranjeiras - SE. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio de Investimentos da Petrobras em Pedra Branca, Laranjeiras - SE. Foto: Ricardo Stuckert / PR

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O presidente ⁠Luiz Inácio Lula da Silva ⁠reagiu com veemência nesta sexta-feira à decisão ‌do governo dos Estados Unidos de declarar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e ‌Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais, afirmando que o Brasil não aceita ser tratado como ‘moleque’.

Em cerimônia de anúncio de investimentos da Petrobras em Sergipe, Lula afirmou que, se os EUA ⁠querem ‌ajudar a combater o crime organizado, devem ⁠mandar ao Brasil criminosos brasileiros que vivem em solo norte-americano.

‘Quer combater o crime organizado? Me entregue os nossos (criminosos) que estão lá nos Estados Unidos. Nós não aceitamos ​ser tratados como moleques, não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta’, disse Lula.

‘Eu ​estive três horas com o (presidente dos EUA Donald) Trump e entreguei quatro documentos para ele, um deles sobre combate ao crime organizado. O seu Marco Rubio não estava ‌lá, possivelmente porque estava preparado ​para ajudar um filho de um bolsonarista que é candidato à eleição neste país e que não tem vergonha ⁠na cara ​de trair ​a nossa pátria e ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana ⁠no Brasil’, acrescentou.

Na noite ​de quinta, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou a designação de PCC e CV como ​organizações terroristas internacionais a partir de 5 de junho. O anúncio foi feito ​dias depois ⁠de Flávio Bolsonaro se reunir em Washington com Trump e ⁠com o próprio Rubio. Na ocasião, o senador disse que pediu a Trump que as duas facções fossem classificadas pelos EUA como terroristas.