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A liquidação extrajudicial das instituições financeiras que compunham o Banco Master não gerou impacto relevante capaz de gerar uma crise no sistema financeiro nacional. O apontamento consta no Relatório de Estabilidade Financeira, publicado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira (25).
Segundo o documento, “os mecanismos de proteção associados ao Fundo Garantidor de Créditos foram acionados conforme o modelo institucional vigente, evidenciando a capacidade de absorção de choques e resiliência do sistema financeiro”.
Após a liquidação, clientes ressarcidos pelo FGC puderam direcionar recursos principalmente para instituições financeiras de maior porte e maior relevância sistêmica.

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“A crise pontual com o conglomerado Master não gerou impacto relevante nas taxas praticadas em instrumentos garantidos pelo FGC. A manutenção do amplo acesso das IFs ao mercado de captação reforça a confiança dos depositantes na higidez do SFN”, destaca trecho.
Na terça-feira (19), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu na Comissão de Assuntos Econômicos a rápida atuação da autoridade monetária no caso envolvendo as carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master.
Na avaliação do presidente da autarquia, o problema maior em relação ao caso do Banco Master não era somente a oferta de CDBs emitidos a 40% do CDI, mas sim o destino dado ao dinheiro captado.
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No entanto, Galípolo afirmou que o impacto foi relativamente pequeno para transformar o caso em um risco sistêmico após a liquidação da instituição financeira. “[Impacto do Master] é menor que 0,5% do patrimônio total do sistema”, defendeu na ocasião.
Para reforçar a confiança na solidez do SFN, Galípolo também pontuou que o BC liquidou outras 12 instituições desde 2025. “Nós estamos com dificuldade em encontrar novos liquidantes de tantas instituições que nós liquidamos de 2025 para cá”, acrescentou.