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Suporte perigoso: Ibovespa acumula 12% de correção e já mira perda dos 172 mil pontos

Bolsa brasileira amplia movimento corretivo e perde suporte dos 175 mil pontos; Ibovespa acumula 23 pregões de correção

Rodrigo Paz

Ativos mencionados na matéria

Gráfico Diário do Ibovespa - índice perdeu a região dos 175 mil pontos nesta terça-feira (19), reforçando o viés vendedor no curto prazo. Abaixo desse patamar, os próximos suportes estão em 171.815 pontos e, depois, nas faixas de 164.833/161.747 pontos, com alvo mais estendido em 157.305 pontos. Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz
Gráfico Diário do Ibovespa - índice perdeu a região dos 175 mil pontos nesta terça-feira (19), reforçando o viés vendedor no curto prazo. Abaixo desse patamar, os próximos suportes estão em 171.815 pontos e, depois, nas faixas de 164.833/161.747 pontos, com alvo mais estendido em 157.305 pontos. Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz

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O Ibovespa atravessa um dos momentos técnicos mais delicados desde que renovou sua máxima histórica aos 199.354 pontos, em meados de abril. Desde então, o principal índice da Bolsa acumula 23 pregões de correção, com uma perda total de 12,3%: foram 17 sessões em queda e 6 de alta.

Nesta terça-feira (19), por volta das 12h, o Ibovespa recuava 1,31%, aos 174.663 pontos. Assim, do ponto de vista da análise técnica, o Ibovespa perdeu importante suporte dos 175 mil pontos.

A perda dessa região tende a renovar o fluxo vendedor, acelerando movimento corretivo em direção aos suportes de 171.815 pontos e, posteriormente, às regiões de 164.833/161.747 pontos. Em um cenário mais estendido, poderia buscar suporte em 157.305 pontos.

Ibovespa hoje

O sinal negativo na sessão desta terça-feira (19) leva o Ibovespa a operar nos patamares atingidos em janeiro deste ano, em meio a um ambiente externo desfavorável para o mercado brasileiro e novas pesquisas eleitorais também no radar.

Do ponto de vista da análise técnica, o índice passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos tanto no gráfico diário quanto no semanal, configuração que reforça o viés negativo predominante.

Além disso, o comportamento do IFR (14) começa a chamar atenção: no curto prazo, o indicador já se aproxima da região de sobrevenda, enquanto no gráfico semanal surge uma divergência baixista importante — sinal clássico de perda de momentum comprador após renovação de topo histórico.

Apesar de o mercado já apresentar níveis mais esticados e condições para eventuais repiques técnicos, ainda não observo sinais consistentes de reversão da tendência corretiva.

Análise técnica Ibovespa (IBOV)

No gráfico diário, o Ibovespa aprofunda o movimento corretivo, refletindo em cinco semanas consecutivas de queda e podendo se encaminhar para sexta de queda. Diante disso, o índice passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando o viés negativo no curto prazo.

Apesar da piora técnica, o IFR (14) próximo da região de sobrevenda indica que repiques pontuais podem ocorrer, especialmente pelo afastamento em relação às médias móveis.

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Entretanto, para voltar a ganhar força, o Ibovespa precisaria recuperar os 175 mil pontos e superar as resistências em 180.360 e 187.780 pontos.

“Apesar da forte pressão recente, sigo avaliando que o mercado já se aproxima de uma região tecnicamente mais esticada no curto prazo, o que pode abrir espaço para movimentos de alívio. Ainda assim, por enquanto, o fluxo predominante segue sendo vendedor.”

Confira nossas análises:

Análise de médio prazo

No gráfico semanal, a leitura também segue mais cautelosa. Após renovar a máxima histórica em 199.354 pontos, o Ibovespa perdeu força e passou a desenvolver um movimento corretivo mais intenso no médio prazo.

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O índice vem de cinco semanas consecutivas de baixa e iniciou a semana novamente em território negativo, reforçando a deterioração do fluxo comprador observada nas últimas semanas.

Atualmente, o mercado já negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que mantém o viés vendedor predominante no médio prazo e aumenta a atenção para as próximas regiões de suporte.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Na minha leitura, o principal ponto técnico continua sendo a faixa dos 175.000 pontos. Caso o índice perca esse nível de forma consistente, o movimento corretivo pode ganhar ainda mais intensidade, abrindo espaço para quedas em direção às regiões de 164.833/153.570 pontos. Em um cenário mais negativo, os próximos alvos passam por 140.231/131.550 pontos.

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Outro ponto que chama bastante atenção no gráfico semanal é a divergência baixista (linha azul no gráfico) observada no IFR (14), em 51,32 pontos. Enquanto o índice renovou topo histórico, o indicador formou um topo mais baixo — comportamento técnico que costuma sinalizar perda de momentum comprador e enfraquecimento da tendência principal.

Apesar disso, sigo entendendo o movimento atual, por enquanto, como uma correção das fortes altas anteriores, embora exista risco de evolução para uma reversão mais ampla caso a pressão vendedora continue aumentando.

Para que o Ibovespa volte a demonstrar força compradora no médio prazo, será necessário recuperar inicialmente a região das médias móveis e superar as resistências em 182.235/192.530 pontos. Acima dessas faixas, o índice poderia voltar a mirar a máxima histórica em 199.354 pontos e, em um cenário mais positivo, buscar projeções em 206.730/213.200 pontos.

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“Em resumo, sigo com uma leitura mais defensiva para o Ibovespa no curto e médio prazo. O índice permanece tecnicamente fragilizado após perder importantes regiões de suporte e médias móveis, enquanto o mercado monitora atentamente a sustentação da faixa dos 175 mil pontos, considerada decisiva para os próximos movimentos da Bolsa brasileira.”

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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