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Bradesco (BBDC4) avança e se aproxima da máxima histórica; veja cenário

Bradesco (BBDC4) se aproxima da máxima histórica após forte sequência de altas e entra em zona decisiva no gráfico.

Rodrigo Paz

Ativos mencionados na matéria

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As ações do Bradesco (BBDC4) seguem sustentadas por um forte fluxo comprador no curto prazo, após reagirem da região de R$ 17,82 e acumularem uma sequência consistente de altas. O papel encerrou a última sessão em R$ 20,85 (+0,24%), mantendo-se acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça a estrutura positiva. Ainda assim, na minha leitura, o movimento já se mostra mais esticado, exigindo atenção redobrada para possíveis correções no curto prazo.

O IFR (14) em 67,16, próximo da sobrecompra, reforça esse alerta de curto prazo, indicando que o ativo pode passar por um respiro antes de dar continuidade ao movimento de alta. Dessa forma, o papel entra em uma região técnica decisiva, em que o comportamento diante das resistências será fundamental para definir os próximos passos.

Para entender até onde as ações do Bradesco (BBDC4) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Bradesco (BBDC4)

No curto prazo, observo que o Bradesco mantém uma tendência de alta bem definida, sustentada pela negociação acima das médias e pela sequência recente de valorizações. No entanto, o afastamento dessas médias e o nível do IFR sugerem que o ativo pode enfrentar um movimento de acomodação antes de novas altas.

Para continuidade do movimento altista, será essencial o rompimento da resistência em R$ 21,19, o que pode abrir espaço para o teste da máxima histórica em R$ 21,80. Acima dessa faixa, o ativo tende a ganhar tração, projetando alvos em R$ 22,00, R$ 22,55, R$ 23,00, R$ 23,48 e R$ 24,05, reforçando a continuidade do movimento direcional.

Por outro lado, um cenário de correção começa a ganhar força caso o ativo perca a região das médias e o suporte em R$ 20,61 / R$ 19,83, o que pode levar a testes em R$ 19,21, R$ 18,18, R$ 17,82 e R$ 17,40.

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Assim, apesar do viés positivo, sigo com uma leitura de cautela no curto prazo, especialmente diante do estágio mais avançado do movimento.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira nossas análises:

Análise de médio prazo

No médio prazo, a estrutura permanece construtiva. O Bradesco segue em tendência de alta no gráfico semanal, com topos e fundos ascendentes e negociação acima das médias de 9 e 21 períodos. Após renovar a máxima histórica em R$ 21,80, o ativo passou por uma correção até R$ 17,78, onde encontrou suporte relevante e voltou a atrair fluxo comprador.

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A recuperação recente, com possibilidade de marcar a quarta semana consecutiva de alta, reforça a retomada do movimento ascendente. O IFR (14) em 62,75 indica força compradora moderada, ainda sem sinal claro de exaustão.

Para continuidade da tendência, o ponto-chave está no rompimento da máxima histórica em R$ 21,80. Caso essa região seja superada com consistência, vejo espaço para projeções em R$ 22,65, R$ 23,75 e R$ 25,45, com extensões em R$ 26,30 e um alvo mais longo em R$ 30,00.

Por outro lado, a perda da região de suporte em R$ 19,25 / R$ 17,78 pode indicar enfraquecimento da estrutura, com possíveis alvos em R$ 16,99, R$ 16,00 e R$ 14,48, além da média de 200 períodos em R$ 13,55 como suporte estrutural.

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Dessa forma, o ativo se aproxima de um ponto técnico relevante: ou confirma o rompimento do topo histórico e acelera a tendência de alta, ou pode entrar em um novo ciclo corretivo caso perca os suportes recentes.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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