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Ibovespa Futuro opera estável, com repercussão da ata do Copom em destaque

Alívio no setor bancário global e ata do Copom ditam o ritmo dos mercados
B3  Bovespa  Bolsa de Valores de São Paulo  (Germano Lüders/InfoMoney)
B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

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O Ibovespa Futuro opera estável nos primeiros negócios desta terça-feira (28), com investidores analisando a ata da última reunião do Copom em busca de pistas sobre o futuro da política monetária do país, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, participam de eventos.

A autoridade monetária manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano na semana passada e esfriou a expectativa por uma redução em breve dos juros, o que levou a novos ruídos entre o BC e o governo, com renovadas críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros à atuação da autoridade monetária, levando a um novo movimento de aversão ao risco do mercado.

Nesse contexto, havia muita expectativa pela divulgação da minuta. A ata do Copom diz que a materialização de um cenário com um arcabouço sólido e crível pode levar a um processo desinflacionário mais benigno e isso se dará por meio de seu efeito nas expectativas de inflação, que, quando recuam, reduzem a incerteza na economia e o prêmio de risco associado aos ativos domésticos.

O Copom comenta ainda que a deterioração do cenário externo, com os episódio recentes com bancos dos Estados Unidos e Europa e a consequente instabilidade nos mercado financeiros, tem levado a uma sinalização majoritária entre as autoridades monetárias de que ainda será necessário um período prolongado de juros elevados para combater as pressões inflacionárias.

A ata do Copom mostrou-se sensível a queda na concessão de crédito, ao emprego e também as iniciativas fiscais do governo, segundo Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos. Mas, segundo ele, a autoridade monetária foi clara no documento ao afirmar que” tudo isso deverá se refletir nas expectativas de inflação”. Para o economista-chefe, a autoridade foi enfática no processo de desancoragem da inflação que, sob diversos aspectos, deve ser combatida pelo Banco Central.

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Às 9h15 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em abril operava estável, a 100.340pontos.

Em Wall Street, os índices futuros operam com mistos, com investidores repercutindo o alívio das preocupações com o setor bancário e à espera da sabatina do vice-presidente de supervisão do Federal Reserve (Fed), Michael Barr, perante o Comitê Bancário do Senado. Ele falará sobre as recentes falências de bancos e a resposta dos reguladores federais.

Na véspera, o Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) anunciou que o First Citizens Bank concordou em comprar os depósitos e empréstimos do Silicon Valley Bank.

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Nesta manhã, Dow Jones Futuro caía 0,03%, S&P Futuro recuava 0,03% e Nasdaq Futuro tinha alta de 0,02%.

De volta ao cenário nacional, Fernando Haddad participará de debate sobre a Reforma Tributária durante Marcha dos Prefeitos, às 14h.

Dólar

O dólar comercial operava queda de 0,35%, cotado a R$ 5,187 na compra e R$ 5,188 na venda, depois de cair por duas sessões consecutivas, na esteira do exterior, onde o maior otimismo com o setor bancário mantinha a moeda norte-americana em baixa ante outras divisas de países emergentes, e com os investidores à espera do novo arcabouço fiscal no Brasil. Já o dólar futuro para abril caía 0,04%, a R$ 5,254.

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No mercado de juros, os contratos futuros sobem em bloco, revertendo perdas da véspera, após ata do Copom. O DIF24 (janeiro para 2024) opera com alta de 0,10 pp, a 13,14%; DIF25, +0,13 pp, a 12,00%; DIF26, +0,07 pp, a 11,97%; DIF27, +0,03 pp, a 12,17%; DIF28, +0,02 pp, a 12,40%; e DIF29, +0,01 pp, a 12,66%.

Exterior

Os mercados europeus operam com alta na sessão de hoje, estendendo os ganhos da sessão anterior, já que os investidores da região esperam que a recente volatilidade do mercado tenha chegado ao fim.

Na frente econômica, a confiança empresarial na França caiu em março, mostraram dados da agência nacional de estatísticas Insee.

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O governador do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Andrew Bailey, disse em um discurso na noite de ontem (27) que confiava no sistema bancário e na estrutura regulatória do Reino Unido, o que permite que o BC permaneça focado em reduzir a inflação.

O BoE elevou sua taxa básica em 25 pontos-base para 4,25% na semana passada, depois que a inflação veio acima do esperado em fevereiro.

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam no azul, com exceção da Bolsa de Shanghai, na China, após Wall Street acalmar os temores dos investidores de um contágio da recente crise bancária depois que o First Citizens BancShares concordou em comprar grandes partes do Silicon Valley Bank.

As vendas no varejo da Austrália em fevereiro subiram a uma taxa mensal mais lenta de 0,2% em comparação com 1,9% em janeiro, chegando a US$ 35,14 bilhões. Na comparação anual, as vendas no varejo aumentaram 6,4% em relação a fevereiro de 2022.

Em outras notícias, os EUA e o Japão anunciaram um acordo comercial sobre minerais para baterias de veículos elétricos que daria às montadoras japonesas acesso ao esquema de crédito fiscal de US$ 7.500 para veículos elétricos do governo Biden como parte da Lei de Redução da Inflação.

O anúncio acrescentou que os dois países compartilham um interesse comum em aumentar a “resiliência contra ameaças como coerção econômica e políticas não relacionadas ao mercado”.

As cotações do petróleo operam com alta, ampliando os ganhos da véspera, enquanto investidores observam os desdobramentos da crise bancária e as indicações de fortalecimento da demanda na China.

Os preços do minério de ferro na China registraram nova alta nesta terça-feira.