Alta dos materiais de construção preocupa representantes do setor

Preocupado, Governo chama representante do setor para conversar; em 12 meses, alta gira em torno de 25%

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SÃO PAULO – Entre os dias 15 e 20 de setembro, o presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Construção), Sérgio Watanabe, recebeu o diretor comercial da Votorantim Cimentos, Marcelo Chammas, o presidente da Abramat (Associação dos Fabricantes de Materiais de Construção), Melvin Fox, além de ter sido chamado por um representante da ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Roussef.

Os encontros refletem a preocupação dos representantes da construção civil e do governo com as últimas elevações nos preços dos materiais de construção e com as possíveis conseqüências que esses aumentos podem trazer para o setor.

Segundo Watanabe, nos últimos doze meses, alguns materiais básicos e de acabamento já apresentaram alta em torno de 25%, o que, para ele, mostra a necessidade de reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de obras e da atualização dos preços de referência utilizados pelo governo, em especial nas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Dessa forma, avalia Watanabe, os riscos de inviabilização de obras são menores.

Desabastecimento

Além de uma possível inviabilização de obras do governo, já divulgado em nota pela Casa Civil de que isso não ocorrerá, o setor também se preocupa com a possibilidade de desabastecimento, principalmente do cimento.

De acordo com o presidente do SindusCon, a Abramat informou que as indústrias estão trabalhando no limite da capacidade de produção e estão com dificuldades no abastecimento de cimento. Diante de tal fato, Watanabe pediu ao setor que recorra à importação de materiais, caso seja necessário.