De casa nova: veja dicas para reformar o imóvel com economia

Fique atento à quantidade de material comprado e pense bem se fará o serviço você mesmo ou se contratará um profissional

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SÃO PAULO – Na hora de reformar a casa, a dúvida é sempre a mesma: quanto realmente gastarei com o material? E a resposta é: depende! Afinal, quanto mais detalhada for a obra, mais elevados serão os gastos com materiais específicos, por exemplo.

O primeiro passo é a pesquisa de preços. Mas, além dela, o consumidor deve estar atento à quantidade certa de cada produto. Ao planejar, ele evita o desperdício, a correria até uma loja ou até a falta permanente do item (por estar esgotado, fora de linha ou ser diferente do original).

Esse é o caso de azulejos, pisos e tintas, que não são semelhantes quando comprados em momentos ou em locais diferentes. Isso porque, a cada mistura ou fornada, as tonalidades ficam diferentes e alteram o resultado final do cômodo reformado.

Quantidade extra

Especialistas indicam uma margem média de segurança de 10% ao fazer compras para a reforma, uma quantia que fará o material sobrar para garantir a continuidade da obra e para eventuais reparos. Porém, lembre-se de que cada elemento tem uma taxa própria de desperdício e variantes:

Pinte você mesmo

No Brasil, uma maneira de economizar para reformar a casa é o popular faça-você-mesmo ou bricolagem – termo que diz respeito às atividades feitas em benefício próprio, sem que seja necessária a contratação de um profissional.

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No entanto, é preciso cuidado para o barato não sair caro. “Muita gente, quando quer fazer uma mudança em casa, pensa logo em pintar, por ser uma opção relativamente barata, com grande efeito e bem simples de ser feita. Mas é preciso que o leigo que quer fazer o serviço sozinho tome alguns cuidados básicos, porque, se o trabalho não for bem conduzido e tiver que ser refeito, a economia vai embora”, explica o gerente de produtos da loja Tintas São Caetano, Artur Bottura.

Para ele, evitar o retrabalho é a melhor forma de economizar. “E como se faz isso? Usando produtos de boa qualidade, sabendo escolher qual o pincel, o rolo, a tinta mais adequada para cada superfície e prestando atenção nas instruções de uso do produto”, ensina.

Dicas práticas
  • Muitas pessoas ou diluem demais a tinta ou resolvem aplicá-la sem diluir. As duas coisas estão erradas. O correto é seguir as orientações de preparo descritas na lata. Aplicar a tinta sem diluir fará com que ela fique muito grossa e rache em pouco tempo;
  • Pintar um ambiente na ordem correta economizará tempo e dinheiro. Comece pelo teto, paredes, portas, janelas e finalmente pinte o rodapé;
  • Se sobrou tinta, não precisa jogá-la fora. Tampe bem, de forma que não entre ar, em um lugar sem umidade ou calor excessivos, sempre em posição vertical e em lugares sem muita movimentação;
  • Calcular quanto será gasto de tinta é uma das maiores dificuldades de quem dispensa o pintor profissional. A maioria dos sites de marcas de tintas possuem calculadoras que fazem esse cálculo; vale a pena utilizá-las;
  • Muitas lojas possuem simuladores de ambiente que permitem fazer testes sem gastar dinheiro e evitam arrependimento em relação à cor usada. Experimente!

Na mão de quem entende

Se você não entende nada de reforma da casa e não quer arriscar gastar mais do que seu bolso permite, o melhor é contratar um profissional. Porém, para que o sonho da reforma não vire um pesadelo, fique atento à contratação.

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O primeiro passo é escolher alguém habilitado, com curso técnico ou especialização. Se optar pelo “faz tudo” do bairro, saiba que essa mão-de-obra mais barata pode não ser a mais confiável, ocasionando mais gastos para refazer o serviço e para a compra de mais materiais.

Não seja enganado

Antes de realizar a obra, faça o orçamento com cada profissional que você conhece. Mas não escolha o mais barato. Muitas vezes, vale pagar mais para não ter tantas dores de cabeça. Para não ser enganado, veja algumas dicas da Pro Teste – Associação de Consumidores:

Assine contrato

Para o profissional não sumir, assine um contrato com o autônomo. Veja-o como um prestador de serviços e, se a obra não for adequada, reclame nas associações de defesa do consumidor ou até mesmo na Justiça.

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Mas o contrato não deve ser feito de qualquer maneira ou então não terá validade. Existe um modelo no site da Pro Teste (www.proteste.org.br) que pode ser seguido.