Para Fecomercio, redução de impostos estimula consumo e deve ser ampliada

Para o presidente do órgão, Abram Szajman, Governo entendeu a importância da Construção Civil na economia

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SÃO PAULO – Para a Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), a redução do IPI, além de outras desonerações fiscais estabelecidas pelo Governo, devem ser expandidas a outros setores, a fim de estimular o consumo.

“Esse efeito é que é importante, pois estimula, ao longo do processo, a cadeia produtiva dos itens desonerados”, afirma o presidente da instituição, Abram Szajman. Dessa forma, reduzir impostos, como o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), estimula a produção, o que ajuda, também, a estimular a economia.

Segundo a Federação, o Governo percebeu o papel importante exercido pelos setores automotivos e da construção civil. Para o órgão, eles são estratégicos para a economia, pois têm grande impacto em outros setores.

Obra mais barata

Entre as medidas de estímulo econômico divulgadas nesta semana pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, está a tão aguardada redução de IPI para os materiais de construção. A medida, publicada na última terça-feira (31), começa a valer a partir desta quarta-feira (1) e durará três meses.

Cerca de 30 itens poderão ficar entre 5% a 8% mais baratos, de acordo com o presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), Cláudio Conz.

“Apesar de temporária, essa redução de impostos já traz efeitos imediatos para o setor. Esperamos, com isso, uma recuperação nas vendas que, no primeiro bimestre de 2009, na comparação com o mesmo período do ano passado, caíram 12%”, declarou.

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Para cigarros, mais impostos

Segundo o presidente da Fecomercio, espera-se uma redução no consumo de cigarros e um bom aumento na arrecadação de impostos com esse produto, devido ao aumento compensatório de IPI.

“A decisão ainda deve ser apoiada por se tratar de produto diretamente ligado a problema de saúde pública. Além disso, em todos os países civilizados os bens supérfluos tendem a ter taxações bem mais elevadas que as nossas”, argumenta Szajman.