Em mercados

Economistas elevam projeção para inflação, mas mantêm apostas de crescimento do PIB em 2017, mostra BC

Entre os cinco economistas que mais acertam em suas projeções, no cenário de curto prazo, houve uma forte revisão para a inflação oficial, que saltou de 3,09% para 3,49% neste ano

SÃO PAULO - O pano de fundo do aumento de impostos sobre os combustíveis e expectativas pela revisão da meta fiscal pelo governo fizeram com que os economistas do mercado alterassem suas projeções para a inflação ao final deste ano. Conforme mostra a mais recente edição do relatório Focus, divulgada na manhã desta segunda-feira, a mediana dos economistas consultados pelo Banco Central para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) saltou de 3,45% para 3,50% em 2017, mas se manteve em 4,20% no ano seguinte.

Do lado do PIB (Produto Interno Bruto), no entanto, não houve alteração nas estimativas: crescimento de 0,34% neste ano e de 2% no ano seguinte. Da mesma forma, as projeções para a Selic -- a taxa básica de juros -- seguiram apontando para 7,5% nos dois períodos. Manutenção das apostas também foi vista no câmbio, com a mediana dos economistas consultados pelo BC esperando o dólar a R$ 3,25 ao final de 2017 e a R$ 3,40 ao final do ano seguinte.

Entre os cinco economistas que mais acertam em suas projeções -- o chamado "top 5" --, no cenário de curto prazo, houve uma forte revisão para a inflação oficial, que saltou de 3,09% para 3,49% em 2017 e de 3,98% para 4,20% no ano seguinte. Do lado do câmbio, as expectativas para o dólar caíram sensivelmente, de R$ 3,35 para R$ 3,25 e de R$ 3,50 para R$ 3,35, respectivamente. As expectativas para a Selic foram revistas de 7,38% para 7,50% neste ano e se mantiveram em 7,50% no ano seguinte.

No cenário de médio prazo, as expectativas para o IPCA subiram de 3,31% para 3,38% em 2017 e caíram de 4,06% para 4% em 2018. Do lado do câmbio, as expectativas apontam para um dólar um pouco mais baixo do que anteriormente se esperou: de R$ 3,40 para R$ 3,30 neste ano e de R$ 3,50 para R$ 3,45 em 2018. Para a Selic, tudo continuo em 7,25%.

Henrique Meirelles
(Fernando Frazão/Agência Brasil)

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