Tesouro Direto

O que é COE?

O Certificado de Operações Estruturadas (COE) é um investimento que permite acessar diversos ativos internacionais, como commodities, ações, moedas, ETFs e índices, incorrendo em risco cambial ou não. Além dos valores mínimos serem baixos, esses produtos permitem ao investidor diversificar seu portfólio e obter ganhos expressivos, minimizando os riscos. A grande vantagem deste investimento é que ele possibilita o ganho da renda variável, com a proteção da renda fixa. Isso porque a maioria dos COE emitidos no Brasil (94%) são de capital protegido. Assim, ao investir nesses produtos, o investidor sabe desde o início exatamente quais serão seus possíveis cenários de ganho, perda ou de retorno nulo.

- COE (certificados de operações estruturadas)

Já pensou em combinar a proteção oferecida pela renda fixa com a possibilidade de ganhos mais robustos proporcionada pela renda variável? Essa é a proposta dos COE (certificados de operações estruturadas). Lançada em 2014, a aplicação ganhou um novo impulso em outubro de 2015, quando a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) regulamentou as ofertas públicas de COE.

O COE permite ao pequeno investidor lucrar em cenários em que dificilmente ele obteria ganhos sem correr grandes riscos. Sua rentabilidade é atrelada a índices como o Ibovespa, a variação cambial de moedas como o dólar ou ainda a mercados em que o brasileiro médio está pouco habituado a investir, como commodities, índices de Bolsas estrangeiras ou ações de empresas de outros países.

No COE, tanto as perdas quanto os ganhos do investimento costumam ser limitados. Dessa forma, quem aplica hoje já tem noção de quanto dinheiro terá ao final do investimento. Apesar de, na teoria, os COEs poderem ser estruturados de forma que o investidor possa perder parte do capital investido, na prática a imensa maioria dos títulos emitidos é de capital protegido – ou seja, na pior das hipóteses, quem investir vai sair com o mesmo dinheiro que entrou, perdendo apenas o rendimento que obteria se tivesse escolhido um ativo que apresentou retornos maiores.

Então imagine, por exemplo, que o Ibovespa está em 50.000 pontos. Maria crê que o índice subirá nos próximos seis meses e, com essa expectativa, investe R$ 100.000 em um COE atrelado ao resultado do Ibovespa. Toda a variação positiva até um teto de 60.000 pontos será embolsada por ela, mas, caso o índice recue no período, ela terá seu capital protegido e não perderá dinheiro. No melhor cenário, em que o Ibovespa alcança 60.000 pontos ou mais, ela recebe o capital investido mais 20% de rentabilidade em seis meses – ou seja, pega de volta R$ 120.000. Já em um cenário intermediário em que o Ibovespa sobe para 52.000 pontos, Maria recebe o capital investido mais 4% de rentabilidade – ou seja, R$ 104.000. Por último, na pior das hipóteses o Ibovespa cai abaixo de 50.000 pontos, mas, como o investimento tem capital protegido, Maria recebe de volta os R$ 100.000 que investiu, como mostra o gráfico abaixo:

COE

O mesmo pode ser feito em um COE de dólar. Digamos que João acredite que o dólar irá subir nos próximos seis meses. Assim, ele investe em um COE atrelado à variação da moeda americana que garante uma rentabilidade de até 20%. O que pode acontecer? No melhor cenário, o dólar se valoriza 25%, por exemplo, mas João recebe o capital investido mais 20% de rentabilidade. Em um cenário intermediário, o dólar se valoriza 5% e João recebe o capital investido mais 5% de rentabilidade. Já no pior cenário, o dólar recua 10% e, como o investimento é de capital protegido, João recebe de volta o mesmo valor que investiu, sem ganho nem perda. Veja no gráfico abaixo:

COE

Por conta da proteção contra quedas, o COE acaba sendo um produto bastante semelhante aos fundos de capital protegido, no qual o investidor também não corre o risco de perder dinheiro. Há algumas diferenças entre os dois investimentos, no entanto. O processo de emissão de um COE é mais rápido do que a criação de um fundo de capital protegido. Além disso, o COE é emitido por um banco, diferente do que acontece com o fundo.

Segundo especialistas, os indexadores que mais devem originar COE são:

  • • Ações e Índices
  • • Moedas
  • • Commodities
  • • Inflação
  • • Juros
  • • Ativos Internacionais

- Tributação

A tributação para esse investimento é a mesma aplicada em investimentos de renda fixa: a tabela regressiva. Para investimentos com um prazo de até seis meses, o Imposto de Renda é de 22,5% dos ganhos, mas vai caindo até um mínimo de 15% em investimentos com prazo superior a dois anos. Como o COE é geralmente estruturado pelas instituições financeiras de um lado com um derivativo do ativo financeiro a que ele está atrelado – uma opção de dólar, por exemplo – e no outro lado há algum investimento de renda fixa, cria-se uma vantagem tributária.

Hoje o investidor que registra perdas em Bolsa – com ações, derivativos ou outros ativos – só pode usar esse crédito tributário para abater o pagamento de IR sobre ganhos futuros também no mercado de renda variável. Ou seja, o ganho na outra ponta, com um ativo de renda fixa, é tributado normalmente. Já no COE o ganho da renda fixa é usado para compensar a eventual perda em Bolsa, zerando a conta de IR para o investidor. Só haverá imposto a pagar se a soma da rentabilidade dos dois investimentos for positiva.


- Risco e liquidez

Como tem capital protegido, o principal risco desse investimento é justamente o da instituição financeira que emite o COE, uma vez que usualmente a parte de renda fixa do papel é constituída por um título de crédito emitido por um banco. Assim, é importante para o investidor conhecer bem o banco que emite o título antes de comprá-lo, uma vez que ele não é protegido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), ao contrário do investimento direto em CDB. Em caso de falência da instituição financeira, portanto, o investidor pode perder todo o dinheiro que aplicou.

Outra questão que pode ser um problema para quem investe nesses títulos é o da liquidez. Os COEs têm um vencimento definido no momento de sua emissão. A possibilidade de o investidor resgatar o capital antes do vencimento até existe, mas ele correrá o risco de embolsar um prejuízo que não era esperado por ser obrigado a revender o papel ao banco com deságio. Outro problema é que o capital só é 100% garantido na data do vencimento. Então o ideal é que o investidor só compre um COE com prazo de vencimento de dois anos, por exemplo, se planejar usar o dinheiro de 2017 em diante.


- Para quem é indicado

O COE com capital protegido é indicado para investidores com perfil de risco a partir de “moderado”, que querem exposição a algum indexador de renda variável sem risco de perda do principal investido.

Já o COE que não possui capital protegido é mais arriscado e portanto é recomendado para investidores com perfil moderado/agressivo ou agressivo. Como o risco é maior, este produto também deve oferecer uma possibilidade de retorno mais elevado.


- Como investir

Para investir em COE é preciso ter conta em algum banco que emita o certificado ou em uma corretora que distribua este produto.

Antes de aplicar é necessário assinar o DIE – Documento de Informações Essenciais (é preciso assinar um documento diferente para cada COE que o cliente investir).


- Dicas de especialistas

  • • Na hora de escolher o emissor do COE, dê prioridade aos grandes bancos, já que o produto não tem garantia do FGC
  • • Escolha um COE com o indexador que mais se adequa às suas necessidades ou que você acredita que pode trazer o maior retorno
  • • Se você for aplicar em um COE com limite de alta, procure aqueles com limite elevado (maior do que 25% ao ano)
  • • Lembre-se que o custo de oportunidade (deixar de ganhar com a taxa de juro em ativos “livres de risco”) é alto no Brasil. Portanto, o COE deve ser usado como uma opção de diversificação de carteira, inclusive a índices e moedas internacionais.

O que é COE?

O Certificado de Operações Estruturadas (COE) é um investimento que permite acessar diversos ativos internacionais, como commodities, ações, moedas, ETFs e índices, incorrendo em risco cambial ou não. Além dos valores mínimos serem baixos, esses produtos permitem ao investidor diversificar seu portfólio e obter ganhos expressivos, minimizando os riscos. A grande vantagem deste investimento é que ele possibilita o ganho da renda variável, com a proteção da renda fixa. Isso porque a maioria dos COE emitidos no Brasil (94%) são de capital protegido. Assim, ao investir nesses produtos, o investidor sabe desde o início exatamente quais serão seus possíveis cenários de ganho, perda ou de retorno nulo.

  • COE (certificados de operações estruturadas)

    Já pensou em combinar a proteção oferecida pela renda fixa com a possibilidade de ganhos mais robustos proporcionada pela renda variável? Essa é a proposta dos COE (certificados de operações estruturadas). Lançada em 2014, a aplicação ganhou um novo impulso em outubro de 2015, quando a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) regulamentou as ofertas públicas de COE.

    O COE permite ao pequeno investidor lucrar em cenários em que dificilmente ele obteria ganhos sem correr grandes riscos. Sua rentabilidade é atrelada a índices como o Ibovespa, a variação cambial de moedas como o dólar ou ainda a mercados em que o brasileiro médio está pouco habituado a investir, como commodities, índices de Bolsas estrangeiras ou ações de empresas de outros países.

    No COE, tanto as perdas quanto os ganhos do investimento costumam ser limitados. Dessa forma, quem aplica hoje já tem noção de quanto dinheiro terá ao final do investimento. Apesar de, na teoria, os COEs poderem ser estruturados de forma que o investidor possa perder parte do capital investido, na prática a imensa maioria dos títulos emitidos é de capital protegido – ou seja, na pior das hipóteses, quem investir vai sair com o mesmo dinheiro que entrou, perdendo apenas o rendimento que obteria se tivesse escolhido um ativo que apresentou retornos maiores.

    Então imagine, por exemplo, que o Ibovespa está em 50.000 pontos. Maria crê que o índice subirá nos próximos seis meses e, com essa expectativa, investe R$ 100.000 em um COE atrelado ao resultado do Ibovespa. Toda a variação positiva até um teto de 60.000 pontos será embolsada por ela, mas, caso o índice recue no período, ela terá seu capital protegido e não perderá dinheiro. No melhor cenário, em que o Ibovespa alcança 60.000 pontos ou mais, ela recebe o capital investido mais 20% de rentabilidade em seis meses – ou seja, pega de volta R$ 120.000. Já em um cenário intermediário em que o Ibovespa sobe para 52.000 pontos, Maria recebe o capital investido mais 4% de rentabilidade – ou seja, R$ 104.000. Por último, na pior das hipóteses o Ibovespa cai abaixo de 50.000 pontos, mas, como o investimento tem capital protegido, Maria recebe de volta os R$ 100.000 que investiu, como mostra o gráfico abaixo:

    COE

    O mesmo pode ser feito em um COE de dólar. Digamos que João acredite que o dólar irá subir nos próximos seis meses. Assim, ele investe em um COE atrelado à variação da moeda americana que garante uma rentabilidade de até 20%. O que pode acontecer? No melhor cenário, o dólar se valoriza 25%, por exemplo, mas João recebe o capital investido mais 20% de rentabilidade. Em um cenário intermediário, o dólar se valoriza 5% e João recebe o capital investido mais 5% de rentabilidade. Já no pior cenário, o dólar recua 10% e, como o investimento é de capital protegido, João recebe de volta o mesmo valor que investiu, sem ganho nem perda. Veja no gráfico abaixo:

    COE

    Por conta da proteção contra quedas, o COE acaba sendo um produto bastante semelhante aos fundos de capital protegido, no qual o investidor também não corre o risco de perder dinheiro. Há algumas diferenças entre os dois investimentos, no entanto. O processo de emissão de um COE é mais rápido do que a criação de um fundo de capital protegido. Além disso, o COE é emitido por um banco, diferente do que acontece com o fundo.

    Segundo especialistas, os indexadores que mais devem originar COE são:

    • • Ações e Índices
    • • Moedas
    • • Commodities
    • • Inflação
    • • Juros
    • • Ativos Internacionais

  • Tributação

    A tributação para esse investimento é a mesma aplicada em investimentos de renda fixa: a tabela regressiva. Para investimentos com um prazo de até seis meses, o Imposto de Renda é de 22,5% dos ganhos, mas vai caindo até um mínimo de 15% em investimentos com prazo superior a dois anos. Como o COE é geralmente estruturado pelas instituições financeiras de um lado com um derivativo do ativo financeiro a que ele está atrelado – uma opção de dólar, por exemplo – e no outro lado há algum investimento de renda fixa, cria-se uma vantagem tributária.

    Hoje o investidor que registra perdas em Bolsa – com ações, derivativos ou outros ativos – só pode usar esse crédito tributário para abater o pagamento de IR sobre ganhos futuros também no mercado de renda variável. Ou seja, o ganho na outra ponta, com um ativo de renda fixa, é tributado normalmente. Já no COE o ganho da renda fixa é usado para compensar a eventual perda em Bolsa, zerando a conta de IR para o investidor. Só haverá imposto a pagar se a soma da rentabilidade dos dois investimentos for positiva.


  • Risco e liquidez

    Como tem capital protegido, o principal risco desse investimento é justamente o da instituição financeira que emite o COE, uma vez que usualmente a parte de renda fixa do papel é constituída por um título de crédito emitido por um banco. Assim, é importante para o investidor conhecer bem o banco que emite o título antes de comprá-lo, uma vez que ele não é protegido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), ao contrário do investimento direto em CDB. Em caso de falência da instituição financeira, portanto, o investidor pode perder todo o dinheiro que aplicou.

    Outra questão que pode ser um problema para quem investe nesses títulos é o da liquidez. Os COEs têm um vencimento definido no momento de sua emissão. A possibilidade de o investidor resgatar o capital antes do vencimento até existe, mas ele correrá o risco de embolsar um prejuízo que não era esperado por ser obrigado a revender o papel ao banco com deságio. Outro problema é que o capital só é 100% garantido na data do vencimento. Então o ideal é que o investidor só compre um COE com prazo de vencimento de dois anos, por exemplo, se planejar usar o dinheiro de 2017 em diante.


  • Para quem é indicado

    O COE com capital protegido é indicado para investidores com perfil de risco a partir de “moderado”, que querem exposição a algum indexador de renda variável sem risco de perda do principal investido.

    Já o COE que não possui capital protegido é mais arriscado e portanto é recomendado para investidores com perfil moderado/agressivo ou agressivo. Como o risco é maior, este produto também deve oferecer uma possibilidade de retorno mais elevado.


  • Como investir

    Para investir em COE é preciso ter conta em algum banco que emita o certificado ou em uma corretora que distribua este produto.

    Antes de aplicar é necessário assinar o DIE – Documento de Informações Essenciais (é preciso assinar um documento diferente para cada COE que o cliente investir).


  • Dicas de especialistas
    • • Na hora de escolher o emissor do COE, dê prioridade aos grandes bancos, já que o produto não tem garantia do FGC
    • • Escolha um COE com o indexador que mais se adequa às suas necessidades ou que você acredita que pode trazer o maior retorno
    • • Se você for aplicar em um COE com limite de alta, procure aqueles com limite elevado (maior do que 25% ao ano)
    • • Lembre-se que o custo de oportunidade (deixar de ganhar com a taxa de juro em ativos “livres de risco”) é alto no Brasil. Portanto, o COE deve ser usado como uma opção de diversificação de carteira, inclusive a índices e moedas internacionais.

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