Zema diz não acreditar em rompimento entre PL e Novo

Zema lembrou que ambos os partidos "fizeram uma costura" nos Estados do Sul e em Goiás

Estadão Conteúdo

Romeu Zema lança novo plano de governo para combater "os intocáveis". Foto: Caio César / InfoMoney
Romeu Zema lança novo plano de governo para combater "os intocáveis". Foto: Caio César / InfoMoney

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O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, disse nesta segunda-feira, 15, que não acredita em um rompimento entre o Partido Liberal (PL) e o partido Novo.

No sábado, 13, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) sugeriu em um post nas redes sociais o rompimento total do entorno da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência com o partido Novo, que tem Zema como pré-candidato.

“Não acreditamos em um rompimento. Por que ele disse que pode haver? Acho que é uma opinião mais de ordem pessoal dele”, frisou Zema, em coletiva de imprensa no evento Rumos do Brasil, organizado pela Veja, em São Paulo.

Zema lembrou que ambos os partidos “fizeram uma costura” nos Estados do Sul e em Goiás. “Essa costura está feita e está caminhando bem. O que eu disse sobre o Eduardo Bolsonaro eu já havia dito, todo mundo sabe, é público e notório. Agora, é bola para frente”, observou.

Mais cedo, durante o painel, Zema foi questionado se não haveria contradição entre pregar que a direita deve se manter unida contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições, ao mesmo tempo em que ele tem feito críticas à relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro. “Não tem contradição nenhuma. Todos nós da direita estaremos juntos no primeiro turno contra a esquerda, isso é indiscutível. Nós vamos ter aqui uma eleição no Brasil semelhante à do Chile. Agora eu não posso concordar com algo da qual eu discordo totalmente, não ficar indignado, como eu já expressei. Então, uma coisa não impede a outra de forma alguma.”

Questionado se aceitaria o apoio de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra o PT, o pré-candidato pelo Novo voltou a defender a união da direita. “Ninguém aqui da direita vai subir no palanque do PT”, salientou. “Se eu discordo dele Flávio, eu discordo muito mais do PT.”