Comentário diário

William Waack: a falta de memória do Brasil é um dos principais aliados do PT

Jornalista traça um paralelo entre o atual cenário das eleições e a falta de cuidado do Brasil com a sua memória

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SÃO PAULO – O incêndio do Museu Histórico Nacional é um impressionante símbolo a respeito do Brasil e sobre a maneira como a gente trata nossa própria memória, destaca William Waack, apontando ser inimaginável o que aconteceu.

Waack ressalta que a questão atual é como um País lida com a própria memória e o Brasil tem graves dificuldades nesse sentido: “somos conhecidos – e isso não é à toa – por ser um País de memória curta. O símbolo daquelas chamas tomando conta do Museu Histórico Nacional é muito triste para a nossa sociedade. É uma espécie de visão quase infernal, dantesca, da maneira de como a gente queima nossos arquivos no sentido do pouco que a gente se preocupa com a nossa memória”.

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Ainda é possível traçar um paralelo sobre essa tragédia e o cenário atual, apontando como a questão da memória está em voga nessas eleições. “Como se explica a popularidade de Lula tão astronômica? Ele tem mais popularidade depois de ter sido preso”, questiona. Essa é mais uma vez uma questão de memória. 

“Talvez um dos temas centrais dessas eleições seja averiguar em que medida as pessoas se dão conta das ideias erradas e equivocadas – não só pelo PT, mas sobretudo pelo PT – que nos levaram ao desastre econômico e, em boa parte, ao desastre político que nos encontramos hoje”, afirma.

William Waack prossegue e questiona se as pessoas não têm memória do que aconteceu recentemente ou se é a falta de associação de ideias que ajuda a explicar a situação na qual nos encontramos. “Nada muda mais depressa do que o passado no Brasil, o que leva a situações políticas como essa, do presente. Não é por acaso que o PT diz que foi outro governo o responsável pelo desastre da tragédia do Museu Histórico Nacional. Gente que opera como o PT sabe que a falta de memória é um dos seus principais aliados”, conclui. 

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