Vice de Flávio, Alfredo Gaspar foi acusado no STF por suposto estupro de vulnerável

Parlamentar negou a acusação e afirma ser alvo de uma perseguição política por sua atuação na CPMI do INSS. Ele também havia dito que submeteu a um exame de DNA para provar sua inocência

Caio César

Deputado federal Alfredo Gaspar. Foto: Assessoria Alfredo Gaspar
Deputado federal Alfredo Gaspar. Foto: Assessoria Alfredo Gaspar

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Anunciado nesta quarta-feira (5) como vice de Flávio Bolsonaro (PL), o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) é alvo de uma representação no Supremo Tribunal Federal por suspeita de estupro de vulnerável.

Em abril, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) apresentaram uma representação contra o parlamentar. Após análise, a Polícia Federal
pediu ao Supremo a abertura de inquérito para investigar as acusações. A Procuradoria-Geral da república ainda não se manifestou se formaliza o inquérito ou pede arquivamento da representação.

A acusação foi feita em 27 de março durante uma sessão da CPMI do INSS, na qual o deputado, que era o relator do comissão, lia seu relatório sobre a conclusão dos trabalhos parlamentares.

À época, Lindbergh e Soraya acusaram, sem provas, Gaspar de ter estuprado, oito anos atrás, uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado e gerado uma criança desse relacionamento. A vítima hoje teria 21 anos e a criança, 8.

O parlamentar negou a acusação e afirma ser alvo de uma perseguição política por sua atuação na CPMI do INSS. Ele também havia dito que submeteu a um exame de DNA para provar sua inocência.

Em resposta a acusação, Gaspar também apresentou uma queixa-crime no STF e uma representação criminal na PGR e na PF contra os congressistas. Ambas as queixas foram aceitas, mas aguardam a manifestação das partes envolvidas e da Procuradoria.