Van Hattem promete pressionar por impeachment de Gilmar no Senado em 2027

Parlamentar eleito pelo Rio Grande do Sul cita nova correlação de forças na Casa; levantamento aponta 54 senadores favoráveis ao uso do impeachment contra ministros do STF

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O recém-eleito senador Marcel van Hattem (Novo-RS) pretende levar para o Senado, a partir de fevereiro de 2027, uma das principais bandeiras de sua atuação política, a pressão pela abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

Eleito pelo Rio Grande do Sul no domingo (4), Van Hattem afirmou nesta terça-feira (6) que Gilmar Mendes estará entre os alvos dessa ofensiva.

A declaração surgiu em uma troca pública nas redes sociais. Gilmar havia comentado o resultado das eleições e destacado que disputas apertadas foram aceitas sem contestação relevante ao sistema de votação.

Van Hattem respondeu dizendo que, com o início da próxima legislatura, começará a trabalhar pelo impeachment do ministro e de outros integrantes da Corte.

Novo Senado muda ambiente político

A ameaça ocorre em um momento de mudança na composição da Casa. A direita ampliou sua presença no Senado nas eleições deste ano. Somados os parlamentares eleitos agora aos que permanecem no cargo, 49 senadores são identificados com esse campo político a partir de 2027.

O PL teve o maior avanço individual e elegeu 19 senadores no domingo. Esse crescimento não significa, por si só, que exista maioria pronta para afastar ministros do STF. O impeachment exige 54 votos para condenação, o equivalente a dois terços dos 81 integrantes.

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Um levantamento do Ranking dos Políticos, porém, aponta que exatamente 54 senadores da próxima legislatura já se manifestaram favoravelmente à possibilidade de impeachment de integrantes do Supremo.

O estudo considera tanto os atuais parlamentares que continuarão no mandato quanto os eleitos ou reeleitos em 4 de outubro.

Com a nova composição do Senado, temas como impeachment de ministros, limites a decisões monocráticas e mudanças nas competências da Corte tendem a ocupar espaço maior no debate legislativo a partir de 2027.

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Marina Verenicz
Política | Brasil | Mundo