Única organização dos EUA convidada pelo TSE não enviará observadores para eleições

Carter Center, fundada pelo ex-presidente Jimmy Carter, não obteve recursos para custear a estadia durante as eleições em outubro

Caio César

Coletiva de imprensa, no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), sobre as eleições municipais com as participações da diretora-geral Eline Íris, e do secretário de Tecnologia da Informação Michel Kovacs, no Palácio da Democracia, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Coletiva de imprensa, no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), sobre as eleições municipais com as participações da diretora-geral Eline Íris, e do secretário de Tecnologia da Informação Michel Kovacs, no Palácio da Democracia, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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A Carter Center, organização não governamental dos Estados Unidos fundada pelo ex-presidente Jimmy Carter, afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral que desistiu oficialmente de participar como observadora das eleições em outubro deste ano.

A organização era a única entidade norte-americana convidada pelo Tribunal para acompanhar a disputa eleitoral no Brasil e já havia vindo ao país em 2022 para acompanhar a eleição que elegeu presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o terceiro mandato.

A justificativa oficial teria sido o corte de financiamento das agências internacionais de desenvolvimento e cooperação, causado principalmente pelas mudança na política dos EUA trazidas com o novo mandato de Donald Trump.

Segundo a Folha de S. Paulo, a Carter vinha há meses tentando arrecadar recursos neste ano, mas não atingiu o montante necessário. O centro sobrevive atualmente de doações de governo, sociedade civil, empresas e agências internacionais.

Parte do esvaziamento no orçamento ocorre porque fundações que costumavam apoiar o centro precisaram priorizar ações emergenciais e humanitárias, que também sofreram baixa nos cofres após a crise criada pela decisão de Trump em fechar a Usaid, maior distribuidora de recursos para filantropia dos EUA.

Mesmo que desejem, instituições brasileiras não poderão ajudar a custear a permanência dos observadores da Carter. Isso porque o estatuto prevê que o centro não pode receber apoio financeiro vindo do país em que realizará o papel de observador em eleições.

As eleições brasileiras ainda contarão com a presença de observadores internacionais vindos da União Europeia e enviados pela Organização dos Estados Americanos. Além deles, o Parlasul, a Uniore e a ROJAE-CPLP já aceitaram compor a Missão de Observadores Eleitorais.

Outros países e instituições também foram convidadas, mas ainda não confirmaram presença.

Em 17 de agosto, o TSE fará uma reunião com embaixadores de diversos países para explicar o funcionamento das urnas eletrônicas e reforçar a lisura das eleições em outubro.

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