Fuga dos partidos

Tubarões do Congresso perdem deputados para o “centrão” na janela partidária

Com a aproximação do fim do prazo para trocas partidárias e os limites para desincompatibilização, as movimentações em Brasília e nos Legislativos estaduais se intensificam

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SÃO PAULO – A seis dias do encerramento do prazo para migrações partidárias sem o risco de perda de mandato para parlamentares, as maiores siglas do país deverão perder quadros no Legislativo. Segundo levantamento divulgado pelo jornal O Globo nesta segunda-feira (2), MDB, PSDB e PT sairão com saldo negativo desta janela partidária, com o mundo político de olho em melhores oportunidades às vésperas das eleições de outubro. Enquanto os grandes perdem, as legendas do “centrão” comemoram.

Com a aproximação do fim do prazo para trocas partidárias e os limites para desincompatibilização, as movimentações em Brasília e nos Legislativos estaduais se intensificam. Dos 14 partidos ouvidos pela reportagem, ao menos 44 deputados já oficializaram troca de legenda. Caso emblemático é o do MDB, que perdeu oficialmente seis parlamentares e ganhou apenas três. O PT, por sua vez, perdeu duas cadeiras e ganhou uma até agora.

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Além do descrédito enfrentado por grandes legendas, os parlamentares também são atraídos pelas menores por promessas de orçamentos melhores para campanhas além da possibilidade de um cargo melhor dentro da estrutura partidária. Um dos principais beneficiários do processo é o próprio DEM, partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), que vem recuperando posições na cena política nos últimos anos. O partido iniciou o mandato com 22 deputados. No começo da janela partidária, estava com 33 e agora ganhou sete novos e perdeu apenas um.

Outro beneficiário, como pontua a reportagem, foi o PSL, do deputado e presidenciável Jair Bolsonaro, que ganhou dez novos nomes — quase todos da “bancada da bala” — e perdeu apenas dois. O PP, por sua vez, recebeu cinco filiações e perdeu apenas uma. Já o PR, ganhou cinco novos assentos no parlamento e perdeu quatro. O PSD, do ministro Gilberto Kassab, teve uma baixa oficializada e quatro novas adesões.

Esta será a primeira eleição geral após o veto a doações empresariais de campanha. Com isso, cresce a relevância dos recursos dos fundos partidário e eleitoral no processo, assim como da estrutura que cada legenda tem a oferecer a seus candidatos. Legendas que não lançarão muitos candidatos a cargos majoritários tendem a contar com mais recursos a oferecer a quem deseja disputar um assento no Legislativo.

De acordo com levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, as três maiores legendas da Câmara — PT, MDB e PSDB — deverão sair da janela com saldo negativo de 7 parlamentares. O partido de Temer é o maior derrotado, ao passo que o de Maia, o grande vencedor.

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