Publicidade
O Tribunal Superior Eleitoral determinou a remoção de uma publicação na rede X que ligava Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo.
Crespo foi morto em 2024, em frente ao escritório do qual era sócio, na cidade do Rio de Janeiro.
A postagem foi publicada em 6 de julho e afirmava que Flávio Bolsonaro teria mandado matar o advogado com 11 tiros. Para sustentar a afirmação, o conteúdo relacionava o crime, sem apresentar provas, a uma disputa judicial por uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões em Angra dos Reis, ação essa que envolve uma empresa ligada ao jogador Richarlison.

Centrão não me apoiou por ameaças feitas por altas autoridades, diz Flávio Bolsonaro
Flávio não citou nomes, mas reiterou suas críticas ao Judiciário e membros do STF ao justificar postura de partidos do Centrão

Flávio Bolsonaro diz que usará imagem do pai na campanha dentro dos limites da lei
Uso da imagem de Jair Bolsonaro feita por IA ganhou destaque após o PL ter apresentado, durante convenção, um vídeo em que o ex-presidente manifesta apoio ao filho
Em decisão unânime, a Corte decidiu que a postagem imputava ao candidato à Presidência da República a prática de um crime grave sem apresentar elementos mínimos para compor prova sobre a afirmação.
Para a corte, o conteúdo da publicação ultrapassou o limite da crítica política e da liberdade de opinião ao imputar a Flávio a participação na prática criminosa grave. “A postagem possui teor explicitamente acusatório ao afirmar que Flávio Bolsonaro mandou matar o advogado Rodrigo Marinho Crespo”, destacou Nunes Marques, ministro relator do caso.
O presidente do TSE também reforçou que associar o nome de um candidato a crimes sem comprovação pode gerar rejeição eleitoral, antes do início oficial do período de campanha.
Com a decisão, fica determinada a retirada da publicação em até 24 horas, sob pena de multa. O autor do texto também fica proibido de republicar, difundir ou escrever conteúdo semelhante.