Toffoli indica peritos da PF que poderão analisar provas de operação que mira Master

Ministro do STF determinou que procedimento será feito com apoio da PGR 

Agência O Globo

Ministro Dias Toffoli (Crédito: Nelson Jr./STF)
Ministro Dias Toffoli (Crédito: Nelson Jr./STF)

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicou nesta quinta-feira quatro peritos da Polícia Federal (PF) que terão acesso às provas apreendidas na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

A análise será feita com o apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pelo material.

Inicialmente, Toffoli havia determinado que os itens apreendidos deveriam ficar lacrados e custodiados no STF. Depois, autorizou a PGR a fazer a extração e exame dos dados e documentos.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) afirmou ver com “preocupação” a decisão de Toffoli e declarou que há “riscos operacionais e técnicos” que podem levar à perda de “vestígios relevantes” para a investigação.

Também nesta quinta, o ministro proferiu nova decisão, indicando quatro peritos que devem participar da análise.

“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, determinou.

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Como o Globo mostrou, a decisão de Toffoli sobre a PGR não atendeu a um pedido expresso do órgão e partiu de um entendimento do próprio ministro.

Interlocutores que acompanham de as investigações afirmaram que a PGR havia pedido a Toffoli apenas vista do material apreendido, não para ficar com o acervo.

Diante da solicitação, o ministro entendeu que seria melhor manter o acervo sob a tutela do Ministério Público.

A segunda fase da Compliance Zero foi realizada na quarta-feira, por determinação de Toffoli.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Vorcaro chegou a ser preso na primeira fase, em novembro, mas depois foi solto.

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro disse que ele tem “colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes”.

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“Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência”, afirma o texto.