RADAR INFOMONEY Méliuz (CASH3): o que explica a disparada da ação? Por que ela está subindo mais de 7% só nesta sexta?

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Título de eleitor será substituído por identificação digital

Sistema será estreado nas as eleições municipais de 2008, mas só deve ser completado no pleito de 2012

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SÃO PAULO – Depois de completar 10 anos, a inovação da urna eletrônica ganha um aliado: o velho título de eleitor será substituído por uma identificação digital.

De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), até agora já foram compradas 25 mil novas urnas acompanhadas de um equipamento que reconhecerá o eleitor depois que ele apertar três dedos no aparelho.

Testes para eleições de 2008

Segundo o diretor-geral do TSE, Athayde Fontoura Filho, os testes serão feitos em Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rondônia, mas apenas nas próximas eleições municipais, em 2008. A intenção é de que a novidade seja implantada gradativamente nas eleições seguintes.

Antes disso, o Congresso precisará aprovar uma lei exigindo o recadastramento de todos os eleitores, que precisarão deixar suas impressões digitais nos computadores do TSE. A intenção é que toda a eleição de 2012 já seja feita com o novo sistema, mas para isso a lei precisará ser aprovada até julho do ano que vem.

A urna eletrônica

Depois de passar por inúmeros questionamentos quando foi implantado, em 1996, hoje o sistema eletrônico brasileiro é respeitado em todo o mundo. Segundo o TSE, entre tantas as vantagens do sistema, como o fim das fraudes, até à meia noite do dia 1º de outubro, 95% de todos os votos brasileiros já terão sido apurados. Nas eleições de 1989, o TSE precisou de 45 dias para anunciar a eleição de Fernando Collor de Mello.

Essa eficiência toda custa aos cofres públicos cerca de R$ 600 milhões em toda eleição. Cada urna não sai por menos de R$ 1.700, e a cada pleito quase 20 mil novos equipamentos são comprados.

R$ 200 milhões em segurança

Além disso, o TSE investe outros R$ 200 milhões em segurança. “Uma das maiores vantagens da urna é que ela colhe os votos offline, ou seja, desconectada da internet, evitando ataques remotos”, explica Fontoura Filho.