STF reage a pedido da CPMI e cobra finalidade de investigação sobre telefone

Tribunal evita confirmar titular de número citado por Vorcaro e exige detalhamento da investigação

Marina Verenicz

Estátua da Justiça em frente à sede do STF em Brasília
09/06/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Estátua da Justiça em frente à sede do STF em Brasília 09/06/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

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O Supremo Tribunal Federal (STF) pediu que a CPMI do INSS esclareça a finalidade do requerimento que busca identificar o usuário de um número de celular vinculado à Corte e citado em mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em ofício enviado na segunda-feira (23), o tribunal não confirmou se a linha pertence ao ministro Alexandre de Moraes. No documento, afirma que a análise do pedido depende de uma delimitação mais precisa do seu objetivo.

“A adequada apreciação da solicitação formulada demanda melhor delimitação de sua finalidade e de seu alcance”, diz o texto, acrescentando que, a depender do escopo, o tema pode ter de ser submetido diretamente à Presidência da Corte.

O pedido da CPMI foi encaminhado no dia 19 de março pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente do colegiado. Ele solicitou que o STF informasse, em até dois dias, quem utilizou o número nos últimos cinco anos. O prazo expirou no próprio dia 23, quando a Corte respondeu solicitando mais detalhes antes de fornecer qualquer informação.

A investigação parte de registros extraídos do celular de Vorcaro, que mostram o envio de mensagens via WhatsApp a um contato no dia 17 de novembro de 2025, data em que o empresário foi preso pela primeira vez. A partir do Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos (Sittel), a CPMI identificou que o número estava associado ao Supremo.

A suspeita é de que o telefone tenha sido utilizado por Alexandre de Moraes ao longo dos últimos anos. O ministro, por sua vez, nega ter sido o destinatário das mensagens enviadas por Vorcaro.

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