Sóstenes ataca Moraes após prisão de Bolsonaro e reforça narrativa de perseguição

Líder do PL chama decisão de “psicopatia” e reage enquanto defesa do ex-presidente tenta converter pena de 27 anos em prisão domiciliar por motivos de saúde

Marina Verenicz

Sóstenes Cavalcante - Divulgação
Sóstenes Cavalcante - Divulgação

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O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, reagiu nas redes sociais após a decretação da prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL). Para o deputado, caso a decisão tenha sido motivada pela convocação de uma vigília organizada por Flávio Bolsonaro, seria prova de que o ministro Alexandre de Moraes é, nas palavras dele, “psicopata de alto grau”.

Em outra postagem, Sóstenes voltou a defender o ex-presidente, afirmando que Bolsonaro “nunca roubou ninguém” e que deixou o Palácio do Planalto “mesmo tendo um presidente do TSE totalmente tendencioso”.

A manifestação ocorre um dia após a defesa de Bolsonaro pedir ao ministro que a pena de 27 anos e três meses seja cumprida integralmente em sua residência. Os advogados alegaram que o ex-presidente não possui condições clínicas de ser levado a um presídio comum e que a transferência representaria risco à sua vida.

Nos autos, afirmaram que o quadro de saúde de Bolsonaro está “profundamente debilitado” e anteciparam que pretendem recorrer ao STF por meio de embargos infringentes.

Em setembro, Bolsonaro e outros sete aliados foram condenados pela 1ª Turma do Supremo pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.