Silveira prevê petróleo na Margem Equatorial em 2026 e pressiona por licença do Ibama

Ministro defende exploração como fonte para financiar a transição energética e critica demora ambiental

Marina Verenicz

Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia (Fernando Frazão/Agência Brasil)

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), voltou a defender nesta quarta-feira (24) a exploração de petróleo na Margem Equatorial, região que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte.

Segundo ele, os primeiros resultados da perfuração devem ser conhecidos já no primeiro semestre de 2026, caso o processo de licenciamento ambiental avance no ritmo esperado.

“Tenho convicção de que o Brasil terá boas notícias. A Margem Equatorial representa uma oportunidade única, e ninguém vai tirar o direito do povo brasileiro de explorar seus recursos”, afirmou Silveira durante o Liquid Gas Week, no Rio de Janeiro. Para o ministro, o petróleo e o gás natural serão fundamentais para financiar a transição energética e ampliar o desenvolvimento econômico e social.

Estudos preliminares indicam que a Margem Equatorial pode concentrar até 10 bilhões de barris de petróleo. Projeções da CNI (Confederação Nacional da Indústria) estimam que, em uma década, a produção na região poderá acrescentar cerca de R$ 200 bilhões ao PIB do país.

A Petrobras concluiu em agosto um teste de simulação de acidente no bloco FZA-M-59, a 170 km da costa do Oiapoque (AP). O procedimento faz parte da Avaliação Pré-Operacional (APO), considerada etapa decisiva para que o Ibama avalie a viabilidade do empreendimento.

Mesmo em caso de aprovação, a licença final ainda dependerá de condicionantes adicionais, como protocolos de segurança e monitoramento da fauna marinha.

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O tema tem gerado atritos dentro da Esplanada. Silveira já cobrou mais celeridade do Ministério do Meio Ambiente, comandado por Marina Silva (Rede), e do presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho.

Marina, por sua vez, nega a existência de entraves e reforça que a análise é estritamente técnica: “O papel do Ibama é avaliar a viabilidade ambiental. Projetos estratégicos são decisão de governo”, afirmou.