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O impasse sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas deu um passo decisivo nesta terça-feira (12). Petrobras (PETR3; PETR4) e Ibama chegaram a um acordo para a realização da Avaliação Pré-Operacional (APO) — uma simulação de emergência que, na prática, representa o último teste antes da liberação da perfuração de um poço na Margem Equatorial. As informações são da Folha de S.Paulo.
O órgão ambiental sugeriu que o exercício ocorra no dia 24 de agosto ou na semana seguinte, mas técnicos ainda precisam ajustar detalhes logísticos para levar equipes e equipamentos até a região, de difícil acesso.

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A Petrobras trata a APO como etapa final para garantir a licença ambiental, enquanto organizações ambientalistas seguem contrárias à abertura de uma nova frente petrolífera em uma área sensível, no momento em que o Brasil busca reforçar sua imagem climática antes da COP30, marcada para Belém (PA) em 2025.
Pressão política
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comemorou o avanço e disse acreditar que o teste será realizado no dia 24. Para ele, o resultado representa “uma vitória do Amapá e do Brasil” e um marco no caminho para “um futuro energético sustentável”.
A disputa pelo bloco FZA-M-59 começou em 2023, quando o Ibama negou o pedido inicial de exploração. Desde então, a Petrobras vem tentando cumprir exigências para perfurar e confirmar a existência de petróleo na região. O interesse cresceu após descobertas significativas de óleo e gás em países vizinhos como Colômbia, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.
O que está em jogo
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou recentemente que o debate “beira o consenso” e que restam “poucas vozes dissonantes” quanto à licença. A Margem Equatorial, faixa costeira que inclui águas de até 2.000 metros de profundidade e se estende por cerca de 500 km da foz do Amazonas, é vista como uma das últimas grandes fronteiras exploratórias do país.
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O Brasil já é o 8º maior produtor de petróleo do mundo e exporta mais da metade de sua produção. Críticos apontam, porém, que a exploração no Amapá teria como foco ampliar exportações, e não suprir a demanda interna, reforçando a dependência da receita petroleira em detrimento de metas climáticas.