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O primeiro debate presidencial de 2026 chegará à televisão sem os dois candidatos que concentram a maior parcela das intenções de voto. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) decidiram não participar do encontro promovido pela Band neste domingo (23), às 20h, deixando o palco para Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
As duas ausências mudam a dinâmica do programa. Sem um confronto direto entre os principais polos da eleição, o debate abre espaço para candidaturas que precisam ganhar conhecimento, apresentar diferenças e convencer o eleitor de que há alternativas na disputa.
Lula e Flávio, porém, continuarão presentes indiretamente. O governo federal deve ser alvo de questionamentos, enquanto a candidatura do senador tende a aparecer na discussão sobre quem representa a direita e o eleitorado de Jair Bolsonaro.

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Disputa pelo eleitor da direita
Caiado, Zema e Renan disputam parcelas do eleitorado que também aparecem na base de Flávio. Sem o senador no estúdio, os três terão mais espaço para apresentar suas diferenças e buscar protagonismo dentro desse campo.
Para eles, a exposição proporcionada pelo debate ganha importância diante da divisão do horário eleitoral. O TSE definiu 5 minutos e 31 segundos para Lula, 4 minutos e 20 segundos para Flávio e 2 minutos e 2 segundos para Caiado. Cury terá 35 segundos, enquanto Zema e Renan ficarão sem tempo no horário eleitoral gratuito.
A decisão de Flávio de faltar está relacionada à própria competição na direita. Sua campanha definiu que o senador só participará, no primeiro turno, de debates em que Lula também estiver presente.
Aliados querem evitar um cenário no qual Flávio concentre os ataques de Caiado, Zema e Renan. Também consideram um eventual segundo turno, quando o senador poderá precisar do apoio dos adversários derrotados para ampliar sua coalizão.
Lula vira alvo mesmo ausente
A ausência do presidente tampouco retira o governo do centro do debate. Como Lula concorre à reeleição, sua gestão será uma referência para as propostas e críticas apresentadas pelos participantes.
Caiado, Zema e Renan construíram suas candidaturas em oposição ao governo federal, embora adotem estratégias e agendas distintas. Economia, segurança pública, gastos públicos e tamanho do Estado devem aparecer entre os temas usados para estabelecer essas diferenças.
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A campanha petista também considerou a composição do palco ao decidir pela ausência. Auxiliares avaliaram que Lula poderia enfrentar uma sequência de questionamentos de candidatos posicionados majoritariamente à sua direita.
Diante da ausência, a emissora decidiu manter vazios os púlpitos originalmente reservados a Lula e Flávio. Pelo sorteio, Renan ficará à esquerda do cenário na visão do telespectador, seguido pelos dois espaços vazios; depois estarão Caiado, Cury e Zema.