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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) disse que o partido não pode se alinhar ao “mal” ao reafirmar o apoio à pré-candidatura do senador Eduardo Girão (PL) ao comando do Executivo do Ceará. No estado, a direção da sigla aposta em uma aliança com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), em um acordo que tem o apoio dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas tem sido rechaçado por Michelle desde o ano passado.
— Eu estou com o senhor [Eduardo Girão]. E, se tiver que perder, vamos perder com dignidade, mas a gente não vai fazer aliança com o mal. Aqui não é projeto de poder, aqui é transformação e libertação para o nosso povo — disse Michelle em um discurso ao lado do senador.

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A declaração foi proferida durante um discurso em um evento em Brasília de lançamento da pré-candidatura à deputada federal de Maria Amélia, vice-presidente do PL Mulher no Distrito Federal. Na mesma ocasião, Michelle também se referiu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, como “um irmão em Cristo” e evitou comentar sobre a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A indireta a Ciro, por sua vez, acontece na sequência do lançamento na semana passada da pré-candidatura dele ao governo cearense. Na ocasião, o ex-governador elogiou o deputado federal André Fernandes, presidente do diretório estadual do PL, que antes foi desautorizado por Michelle a manter a aliança. Com o arranjo, o parlamentar lançará o pai, o pastor Alcides Fernandes (PL), como postulante ao Senado na chapa majoritária.
— Nós entendemos que a emergência do colapso do estado do Ceará em matéria de segurança pública, em matéria de corrupção, em matéria de desmonte da saúde pública, em matéria de colapso do desenvolvimento, permite sem nenhuma dificuldade uma aliança — respondeu Ciro.
Ainda no início deste mês, Michelle criticou o ex-governador ao compartilhar um vídeo em que ele afirmava que Bolsonaro era um homem “quase doente” e “burro”, com capacidade intelectual “curta”.
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