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Sem acordo sobre presidência, instalação da CMO é cancelada e não tem nova data

Queda de braço entre grupo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o centrão, comandado por Arthur Lira (PP-AL), impede início dos trabalhos

Brasília – Plenário da Câmara dos Deputados, durante pronunciamento do Presidente Temer. Foto José Cruz/Agência Brasil
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BRASÍLIA – A reunião de instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional prevista para esta terça-feira (6) foi cancelada, diante da falta de acordo entre dois grupos que disputam a presidência do colegiado e não há definição de uma nova data.

Crucial para a análise e votação do Orçamento, que trará os detalhes e o valor do Renda Cidadã, a CMO segue no centro de queda de braço entre grupo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o chamado centrão, comandado pelo líder do bloco, Arthur Lira (PP-AL), o que impede a sua instalação.

De um lado, parlamentares ligados a Maia advogam o direito do deputado Elmar Nascimento (DEM-BA) assumir o posto, para o qual foi indicado no início do ano mediante acordo que levava em conta a regra da proporcionalidade das bancadas de então.

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A questão é que o cenário mudou, assim como a correlação de forças na Casa. DEM e MDB deixaram o maior bloco da Casa, que ficou conhecido como centrão, diante da aproximação entre demais partidos do grupo e o governo de Jair Bolsonaro.

Apesar das pouco otimistas perspectivas, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), resolveu manter a convocação da reunião da CMO desta terça até os últimos instantes. O parlamentar estava disposto, informou uma fonte, a comparecer presencialmente à comissão, em uma tentativa de pressionar por um acordo.

O grupo de Elmar garante ter voto para elegê-lo, e, segundo integrante dessa ala, seria beneficiado caso a reunião da CMO ocorresse nesta terça.

Já aliados de Lira duvidam dessa maioria e apostam, segundo outra fonte, em uma questão de ordem sobre a indicação de membros para colocar na presidência do colegiado a deputada Flávia Arruda (PL-DF).