Eleições americanas

Segundo debate presidencial nos EUA será virtual, define comissão; Trump se recusa a participar

Comissão definiu que Biden e Trump irão se enfrentar de forma remota na próxima semana, mas presidente diz que "perda de tempo" se for virtual

WASHINGTON, DC – AUGUST 27: U.S. President Donald Trump delivers his acceptance speech for the Republican presidential nomination on the South Lawn of the White House on August 27, 2020 in Washington, DC. Trump gave the speech in front of 1500 invited guests. (Photo by Alex Wong/Getty Images)
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SÃO PAULO – A comissão que organiza os debates nos Estados Unidos informou nesta quinta-feira (8) que o segundo encontro entre Joe Biden e Donald Trump, marcado para 15 de outubro, será feito de forma remota.

Apesar disso, foi confirmado que o público, que poderá fazer perguntas, e o moderador Steve Scully, do canal C-SPAN, irão se reunir no local original do debate, o Adrienne Arsht Center for the Performing Arts, em Miami, na Flórida.

De acordo com a comissão, a decisão foi tomada “para proteger a saúde e a segurança de todos os envolvidos”.

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A mudança ocorre seis dias após o presidente e sua mulher, Melania, testarem positivo para Covid-19. Desde então, dezenas de funcionários da Casa Branca também tiveram o diagnóstico da doença.

Minutos após o anúncio da comissão, o presidente Donald Trump deu uma entrevista para a rede Fox Business Network e disse se recusar a participar de um debate virtual.

“Eu não vou perder meu tempo com um debate virtual, essa não é a ideia de um debate. Senta-se atrás de um computador e se debate, é ridículo. Isso não é aceitável para a gente”, afirmou o republicano.

Trump afirmou ainda que não acredita que esteja transmitindo a Covid-19 e que está bem para fazer comícios. Sua campanha à reeleição afirmou em comunicado ainda que, em vez de participar do debate virtual com Biden, o presidente fará um comício.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) afirma que pessoas “com Covid-19 leve ou moderada permanecem infecciosas por não mais do que 10 dias após o início dos sintomas”. Já pessoas com sintomas mais graves podem permanecer infecciosas por mais tempo, segundo o estudo.

O CDC acrescenta ainda que é apropriado descontinuar as “precauções baseadas na transmissão” se pelo menos 10 dias se passaram desde o início dos sintomas e 24 horas se passaram desde a última febre e outros sintomas.

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Na quarta-feira, o médico de Trump, Sean Conley, disse em um memorando que ele estava sem febre há mais de quatro dias e sem sintomas há mais de 24 horas.

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