Sarney e Maia defendem correção do mínimo para R$ 545

José Sarney afirmou que o PMDB deve votar "quase que em sua totalidade" a favor do projeto de lei que fica o mínimo em R$ 545

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SÃO PAULO – Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado seguem defendendo o reajuste do salário mínimo para R$ 545, a despeito das fortes críticas recebidas pelas centrais sindicais e pelos partidos de oposição.

Há pouco, o deputado Marco Maia (PT-RS), presidente da Câmara, afirmou que cogitar um aumento do salário mínimo acima dos R$ 545 é “pensar pequeno”. Para o deputado, a correção pelo projeto do governo “já significa valorização real do mínimo e estabilidade nas regras criadas para o longo prazo”.

PMDB
Segundo o presidente do Senado, José Sarney (PMDB- AP), o partido deve votar “quase que em sua totalidade” a favor do projeto de lei que fixa o salário mínimo em R$ 545.

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O senador disse ainda que a disputa por maior espaço no segundo escalão do governo não irá ter influência na votação. “A bancada na Câmara está consciente que o partido deve permanecer unido e cada vez mais mostrar que ele é um ponto de estabilidade do governo”, disse, segundo a Agência Brasil.

Votação
A votação está prevista para começar às 13h30 e contará com 20 deputados da base aliada e 20 da oposição. O PSDB defende correção do salário para R$ 600 e o Democratas, em R$ 560, com a adesão das centrais sindicais, que ontem baixaram sua proposta, que era de R$ 580.

“Nossa intenção era um aumento de R$ 580, mas para fazer acordo, nós reduzimos para R$ 560,00”, disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, durante o debate na Câmara que aconteceu na última terça-feira (15)

Durante o mesmo debate, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo não tem condições de alterar o valor de R$ 545, pois para cada real que é elevado no valor do salário mínimo o custo adicional para o governo é de R$ 300 milhões.