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O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) declarou nesta sexta-feira (29) que não irá se candidatar ao governo de Minas Gerais. Segundo ele, a decisão está ligada ao fim de sua trajetória na vida política.
“Tenho 12 anos de vida pública, fui deputado federal e senador, presidente do Senado e do Congresso Nacional. Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre um momento de avaliar ciclos”, afirmou. “Vou fechar o da política, é algo que já havia programado há bastante tempo. Quando entrei na política eu dizia que a gente tem uma data de entrada e outra de saída. Tenho muito desapego ao poder e, felizmente, não preciso da política para sobreviver”, disse a jornalistas durante evento com empresários em São Paulo.
Apesar da desistência, Pacheco afirmou considerar importante que o campo progressista, “de pessoas que querem reconstruir Minas Gerais”, consiga chegar a um nome competitivo. Na conversa, ele citou o empresário Josué Gomes da Silva (PSB), cotado pelo PT, e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares (PSB) como bons nomes.

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A candidatura de Pacheco ao governo mineiro era um dos objetivos do Partido dos Trabalhadores e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que viam no senador a possibilidade de um palanque robusto no estado, considerado estratégico para a eleição presidencial.
A desistência já havia sido antecipada na terça-feira (19), quando o presidente do PT, Edinho Silva, anunciou que o senador não seria o candidato apoiado pelo partido em Minas.
“Nós estávamos trabalhando com a candidatura do Rodrigo Pacheco. Infelizmente, ele optou por não ser candidato. Nós reabrimos o diálogo em Minas Gerais e estamos conversando com várias lideranças no estado. Eu tenho certeza de que vamos construir uma candidatura forte e um palanque forte para o presidente em Minas”, disse Edinho.
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Desde que se aproximou de Pacheco, Lula tentou convencê-lo a disputar o governo mineiro em uma chapa governista. O senador, porém, desejava ser indicado para o Supremo Tribunal Federal, mas foi preterido por Lula, que escolheu o então advogado-geral da União, Jorge Messias — cujo nome acabou rejeitado pelo Senado em votação histórica.
Mesmo sem seguir a estratégia defendida pelo presidente, Pacheco reforçou nesta sexta-feira que mantém boa relação com Lula. “Minha relação com Lula é muito boa. Sempre foi muito boa. Nós nos gostamos, temos apreço um pelo outro e tivemos uma convivência muito sadia antes mesmo de ele assumir a Presidência”, afirmou.